Auxílio emergencial: Ministério da Economia dá palavra FINAL sobre o benefício em 2021

Na última segunda-feira (23), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a prorrogação do auxílio emergencial não está nos planos do governo. Para a gestão presidencial, o foco será a agenda liberal, com reformas e privatizações, não sendo necessária a extensão do benefício. Na visão de Guedes, não há evidências de uma segunda onda de infecções por Covid-19 no Brasil – mesmo com a alta de casos que vem sendo registrada no país – e, por isso, não há necessidade de prorrogação do auxílio.

Auxílio emergencial: Ministério da Economia dá palavra FINAL sobre o benefício em 2021 (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Auxílio emergencial: Ministério da Economia dá palavra FINAL sobre o benefício em 2021 (Foto: Isac Nóbrega/PR)

De acordo com o portal Exame, o ministro fez a declaração em evento virtual promovido pela Empiricus, enfatizando o fim do programa, que está programado para dezembro, e contrariando o avanço dos novos casos no país.

“A pandemia abateu-se. Está resolvida? Ainda não. Mas dizer hoje que há uma segunda onda e que o governo precisa estender o auxílio é uma precipitação. Não há evidência empírica para puxar esse gatilho. Abandonemos as falsas narrativas”, disse o ministro ao argumentar, sem fundamentos, que alguém quer falsificar a realidade para a prorrogação do auxílio.

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Segundo a matéria da Exame, que relatou a reunião em que o ministro teve participação, foi dito várias vezes que não existe prorrogação do auxílio emergencial, e que o governo está preparado para uma segunda onda, caso precise agir, mas não vê motivos para manter o auxílio em 2021. De toda forma, Guedes reconheceu a gravidade da pandemia.

“Se tiver segunda onda, efetivamente nós já sabemos como reagir. Sabemos os programas que funcionaram de forma melhor, os que não funcionaram. Estamos preparados para reagir”, garantiu o ministro.

Criação do auxílio emergencial

O benefício foi criado em abril para amenizar os efeitos da pandemia sobre a população de baixa renda e os trabalhadores informais. De início, o auxílio emergencial estaria ativo apenas durante três meses nos valores de R$ 600 a R$ 1,2 mil – no caso das mães chefes de família – mensais.

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Em agosto, aconteceu a prorrogação do término dos pagamentos para dezembro, com valor reduzido para R$ 300 mensais. 

Estender o auxílio emergencial de R$ 300 por mais quatro meses, para 25 milhões de pessoas, custaria cerca de R$ 15,3 bilhões aos cofres públicos, de acordo com cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado.

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.