Banco da Amazônia prorroga por até um ano pagamentos de parcelas do FNO em ação contra a covid-19

Para
preservar os negócios dos empreendedores da Amazônia nesse período de crise
econômica provocada pela pandemia do coronavírus, o Banco da Amazônia está
prorrogando de forma automática as parcelas de financiamento por até 12 meses
das dívidas do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) para as
micro, pequenas e médias empresas.
De acordo com
o presidente Valdecir Tose, as empresas de grande porte devem se manifestar
pelo interesse na prorrogação das parcelas. A medida prorroga o pagamento das
parcelas vencidas e a vencer no ano de 2020 para janeiro de 2021. “Assim, ao
final, poderá ser acrescentado mais 1 ano no tempo do contrato”, explicou.
“Esperamos,
com isso, dar tranquilidade às empresas para passar por este processo difícil e
segurar o fluxo de caixa que é tão importante neste período de pandemia”,
comentou.
O presidente
informa que o BASA já havia feito uma prorrogação de 6 meses, mas com a
Resolução 4798 do Banco Central, publicada no mês de junho, está sendo
permitida a prorrogação por 01 ano das dívidas não rurais de operações
realizadas com o FNO.
Para as
operações contempladas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura
Familiar (Pronaf), produtores rurais e de outras dívidas que não o FNO, o Banco
concede a oportunidade de prorrogação do pagamento das parcelas por seis meses.
Os produtores e empresas interessadas e que estão adimplentes até março/2020
devem fazer a adesão na plataforma existente no site institucional do Banco da Amazônia. No
entanto, se ele estiver inadimplente, deve procurar as agências da Instituição
para negociar.AJUDA EM BOA HORAEssa prorrogação do prazo está sendo muito bem recebida pelos empreendedores que sabem as dificuldades que têm passado nessa época de pandemia do novo coronavírus. Este é o caso do pecuarista, Mansuete Siqueira, do município paraense de Rurópolis, no oeste do Estado. Dono de uma média propriedade, no entroncamento das rodovias Santarém-Cuiabá e Transamazônica.No momento, Mansuete não possui nenhum tipo de financiamento vigente, recentemente liquidou o que tinha e fez um com vencimento para daqui a dois anos, em conversa com a reportagem, lembrou que sempre recorre ao Banco da Amazônia quando precisa. Para ele, positividade resume a atitude do banco no atual momento de crise.”É positivo, uma prorrogação de prazo para quem está com problema é muito positivo. Inclusive, eu tenho vizinhos. Eu escutei comentários sobre isso que tinham adiado a parcela deles. O que é muito positivo, com certeza”, salientou o pecuarista. 

Mansuete Siqueira recebeu de forma positiva as ações do Banco da Amazônia que pode ajudar os colegas produtores |Arquivo Pessoal

 
FNO
Emergencial
No momento de
desafios que a economia do país está passando em função da crise provocada pela Covid-19, empresários e empreendedores buscam forma de manter seus negócios
para garantia de renda e sobrevivência. Para atender este público na Região
Norte, o Banco da Amazônia lançou também o FNO Emergencial, linha de crédito
especial com juros de
0,21% ao mês e condições diferenciadas. A nova linha entrou em vigor no dia 6
de abril, a partir da publicação da Resolução nº 4798 do Banco Central.
De acordo com
esta Resolução, a linha de crédito tem o objetivo de promover a recuperação ou
a preservação das atividades produtivas afetadas pelo estado de calamidade,
tendo como beneficiários pessoas físicas ou jurídicas para capital de giro e
investimentos.O Diretor Comercial e de Distribuição do Banco, Francimar Maciel, explica que as medidas foram tomadas no sentido de minimizar os impactos da crise sanitária, na função de banco de desenvolvimento, o braço do Governo Federal para promover o desenvolvimento na região amazônica, indo na contramão de outras instituições financeiras.”O Banco da Amazônia não se furtou dessa responsabilidade. Enquanto todo o mercado financeiro privado restringiu o acesso a crédito, reduziu todos os limites. A nossa atuação está sendo de auxílio, com muita cautela, mas de apoio a todos os setores, ressalta.Ainda segundo Francimar, a criação da linha do FNO emergencial auxilia principalmente micros e pequenas empresas e empreendedores individuais com capital de giro já prevendo as possíveis dificuldades que ainda podem se intensificar. Para ele, a orientação é negociar.”A orientação que nós temos passado a todos os setores: comércio, serviço e indústria, é: é momento de renegociar. A gente vive hoje provavelmente a maior crise do século. Então se você que geriu seu negócio tão bem até agora quer passar por essa crise, a orientação do Banco da Amazônia tem sido de negociar, momento do empreendedor negociar com seus fornecedores, é momento de negociar com os bancos e com seu time, com sua equipe de colaboradores”, diz, aconselhando a cada empresários manter o caixa.Sobre a prorrogação automática de todas as parcelas do FNO, Francimar lembra que a primeira ficou somente para janeiro do ano que vem.”Outra medida que o banco tomou foi a prorrogação automática de todas as parcelas do FNO. Foram prorrogadas todas as parcelas que os clientes já tinham conosco do período até dezembro, então a primeira parcela da operação que o cliente já tinha conosco foi prorrogada até janeiro de 2021. 

Francimar Maciel orienta como os empreendedores devem agir para garantir o andamento das medidas |Divulgação/Banco da Amazônia

 Como o
empreendedor, para ter acesso ao FNO Emergencial, precisa que seu município
tenha o reconhecimento de emergência e calamidade por parte da União, o
Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) editou a Portaria 743, de 26 de
março de 2020, que estabelece rito específico para este procedimento em relação
à contaminação pelo novo coronavírus.
De acordo com
o MDR, o reconhecimento federal se dará por meio de Portaria, mediante
requerimento do Chefe do Poder Executivo do Município, Estado ou Distrito
Federal. O pedido deverá estar acompanhado dos seguintes documentos:
 a) Decreto de
situação de emergência ou estado de calamidade pública do ente federado
solicitante;
 b) Parecer do
órgão de proteção e defesa civil do ente solicitante; e
 c) Relatório
do órgão de saúde do ente solicitante, indicando que existe contaminação local.
 Segundo
informações do MDR, a União já reconheceu o estado de calamidade dos estados de
Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e dos municípios de Jaru
(RO), Parintins (AM), Rio Branco (AC), em razão da pandemia da Covid-19, o que
possibilita o acesso de empreendedores de todos os municípios desses estados à
nova linha de crédito. Mas ainda aguarda que os outros estados se manifestem.
Assim, os
interessados devem entrar em contato com a agência mais próxima do Banco da
Amazônia. Para mais informações,
acesse o site do banco.
 

Fonte: Diário do Pará