Crise: Quase 9 milhões de desempregados no segundo trimestre deste ano

A taxa de desemprego subiu para 13,3% entre os meses de abril a junho de 2020, segundo dados da Pnad Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (6). Como resultado, 8,9 milhões de desempregados em três meses da pandemia do coronavírus. 

 Crise: Quase 9 milhões de brasileiros perderam seus empregos no segundo trimestre deste ano
Crise: Quase 9 milhões de brasileiros perderam seus empregos no segundo trimestre deste ano (Imagem: Reinaldo Canato)

A pesquisa aponta ainda que no trimestre de janeiro a março deste ano, o emprego representava 12,2%, ou seja, atingindo 12,8 milhões de brasileiros. 

Por consequência do alto índice de desemprego, os brasileiros passaram a sentir efeitos jamais visto no mercado de trabalho, indicando o impacto causado e o tamanho da crise gerada pela pandemia. No primeiro trimestre, 92,2 milhões de brasileiros estavam ocupados, no entanto, este número foi reduzido para 83,3 milhões entre abril e junho.

Diversos setores da economia sentiram os impactos causados pela perda de emprego. O setor de comércio, por exemplo, totalizou perda de 2,1 milhões de vagas. Na construção civil, foram 1,1 milhão a menos.

Os dados da pesquisa apontam ainda que a crise afeta de forma mais rigorosa os mais pobres. Dos 8,9 milhões que perderam o emprego, 6 milhões eram informais, os mais vulneráveis. 

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No período também foi registrado um aumento de 4,6% da renda média, indicando que os profissionais com menor qualificação sofrem mais os efeitos da crise, uma vez que estão sendo preservados os maiores salários. 

De acordo com Adriana Beringuy, analista do IBGE, “além da queda ter sido muito grande, ela aconteceu num período muito curto. O impacto no mercado de trabalho foi muito grande”.

Desempregados: O que dizem os economistas 

Conforme apontam economistas, a perda de empregos é apenas a primeira parte de uma crise que ainda está longe de vivenciar seu pior momento. Como resultado, os mais pobres são os mais afetados. 

Com a economia ainda fragilizada, alguns recursos como o auxílio emergencial e o seguro-desemprego, por exemplo, são o que garantem a renda de muitas famílias.  

Portanto, com o fim da ajuda, a previsão de uma melhora só acontecerá com um crescimento real da economia, muito além do “efeito reabertura” visto nos últimos meses em diversas cidades brasileiras. 

 

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