IBGE registra queda no número de contribuintes da previdência social

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua, no primeiro semestre de 2020, mais de 4 milhões de trabalhadores deixaram de contribuir para a Previdência Social. A queda foi registrada devido à pandemia do novo coronavírus.

Covid: IBGE registra queda no número de contribuintes da previdência social
Covid: IBGE registra queda no número de contribuintes da previdência social (Imagem: Reprodução Google)

De acordo com a pesquisa, somente no primeiro trimestre do ano, 970 mil trabalhadores ocupados já tinham deixado de contribuir para a Previdência Social. No segundo trimestre, essa perda foi de 3,204 milhões de trabalhadores contribuintes. Assim, o número de contribuintes encolheu de 58,4 milhões no trimestre encerrado em março para 55,2 milhões.

A redução do número de contribuintes ocorre em meio à pandemia de coronavírus, que tem provocado a eliminação de postos de trabalho no país e um encolhimento recorde no número de brasileiros ocupados.

Somente entre o final de março e junho, a taxa de desemprego subiu para 13,3%. Como resultado, 8,9 milhões de postos de trabalho foram encerrados em três meses da pandemia. 

Em virtude da queda da população ocupada, o percentual de contribuintes entre os trabalhadores ocupados avançou de 63,4% em março para 66,3% no trimestre encerrado em junho.

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Este é maior o percentual já registrado pela série histórica iniciada em 2012. Até então, o maior nível tinha sido atingido em 2016, uma vez que, atingiu 65,7%.

O alto índice de desemprego no país

Por consequência do alto índice de desemprego, os brasileiros passaram a sentir efeitos jamais visto no mercado de trabalho, indicando o impacto causado e o tamanho da crise gerada pela pandemia. 

No primeiro trimestre, 92,2 milhões de brasileiros estavam ocupados, no entanto, este número foi reduzido para 83,3 milhões entre abril e junho.

Diversos setores da economia sentiram os impactos causados pela perda de emprego. O setor de comércio, por exemplo, totalizou perda de 2,1 milhões de vagas. Na construção civil, foram 1,1 milhão a menos.

Ademais, os dados da pesquisa apontam ainda que a crise afeta de forma mais rigorosa os mais pobres. Dos 8,9 milhões que perderam o emprego, 6 milhões eram informais, os mais vulneráveis.

 De acordo com a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy “mudanças muito fortes no mercado de trabalho que foram provocadas pela condição sanitária“. 

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