Mobilidade Urbana: Rodoviarios de Teresina-PI anunciam greve por tempo indeterminado

Pela terceira vez neste ano, motoristas e cobradores anunciaram greve em Teresina, no Piauí. O Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Público) afirmou que a paralisação iniciada nesta quarta-feira (28) deve continuar. O G1 publicou que os usuários do transporte público de Teresina se depararam enfrentam problemas de mobilidade urbana como por exemplo: longa espera, ônibus lotados e mais custos. 

Mobilidade Urbana: Rodoviarios de Teresina-PI anunciam greve por tempo indeterminado ( Foto: Divulgação / Sintetro)
Mobilidade Urbana: Rodoviarios de Teresina-PI anunciam greve por tempo indeterminado ( Foto: Divulgação / Sintetro)

70% da circulação de transporte vem sendo realizada por veículos alternativos na cidade – que não oferecem bilhetagem eletrônica.

O Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina) informou ao portal que apenas 31 ônibus deixaram as garagens nesta quarta-feira. Passageiros que precisaram se locomover pela capital, pagaram a tarifa a cada viagem, no valor de R$ 4, devido à falta do aparelho de cobrança eletrônica dos veículos alternativos – a ausência do aparelho impede que os estudantes paguem meia passagem e não permite a integração.

Problemas na mobilidade urbana

Usuários relataram à TV Clube, afiliada da TV Globo, que a espera pelos veículos alternativos chevagam a duas horas de espera. Os veículos alternativos que foram postos nas ruas para reforçar a frota do transporte coletivo não foram suficientes para que os transportes não ficassem lotados; as opções dos passageiros foram a desitência ou o compartilhamento de carro por aplicativo de viagem.

Leia mais: Pesquisa para prefeito de Teresina 2020: Quem é o candidato FAVORITO das eleições?

O sindicato argumentou ao G1 que não impediu motoristas e cobradores de trabalhar, e que a greve tem respeitado a quantidade mínima de veículos determinada pela Justiça: 30% da frota nos horários normais e 70% nos horários de pico.

O Setut, por sua vez, acusa o Sintetro de impedir motoristas e cobradores de chegarem ao trabalho com realização de barreiras. O Sintreto afirmou que não está acompanhando o serviço nas portas de garagens das empresas, porque são acusados de impedir os trabalhadores de cumprirem a determinação.

Reivindicação

O presidente do Sintetro, Ajuri Dias, informou ao G1 que a greve continua por tempo indeterminado. Para esta quinta-feira (29) a previsão era que acontecesse manifestação no Centro de Teresina pelos trabalhadores, para decisão conjunta de permanência na greve.

Segundo Miguel Moura, diretor de comunicação do Sintetro, explicou ao portal, a categoria havia aceitado redução de salário e de jornada de trabalho de 70%, mas com a garantia do pagamento integral do ticket-alimentação e do plano de saúde.

Histórico das greves e negociação

A última greve dos trabalhadores havia acontecido na metade do mês de outubro, tendo sido encerrada no dia 14 do mesmo mês. O sindicato informou ao portal que a decisão de encerramento aconteceu após o Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI) determinar que as empresas de ônibus paguem vale-alimentação e plano de saúde, que tinham até quarta para efetuar o pagamento.

A greve iniciada nesta quarta-feira (28) se deu em resposta à atitude do Sindicato das Empresas de Transporte (Setut), que entrou com um pedido de agravo regimental ao Tribunal Superior do Trabalho, em 19 de outubro e derrubou a liminar que obrigava o pagamento dos benefícios aos trabalhadores.

O procurador do Ministério Público do Trabalho, João Batista Júnior, clarificou ao portal que os benefícios não são garantidos por lei, porém, o Setut argumenta que o não pagamento de ticket-alimentação e plano de saúde estão alicerçados tanto na ausência de uma convenção coletiva, como também nas últimas decisões judiciais que derrubaram a liminar que havia sido expedida para essa situação.






Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.