Presidente do PT na Bahia fala sobre necessidade de uma ‘renovação da esquerda’

Depois do resultado nas eleições 2020, o presidente do PT na Bahia avaliou o futuro do partido em entrevista à rádio A Tarde FM. Neste ano, o partido elegeu 32 prefeitos no estado e contabilizou o melhor desempenho em anos. Em contrapartida, perdeu a disputa nas maiores cidades, Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, o que foi visto pela oposição como um enfraquecimento.

Presidente do PT na Bahia fala sobre necessidade de uma 'renovação da esquerda'
Presidente do PT na Bahia fala sobre necessidade de uma ‘renovação da esquerda’. (Imagem: Divulgação/PT)

Para Valadares, a eleição ainda não demonstrou a retomada de uma agenda civilizatória no país e um contraponto à onda conservadora que elegeu Bolsonaro em 2015. Mas, para o político, ainda foi uma eleição de resistência. Resistir e impedir o avanço do conservadorismo, das privatizações e de um expediente político do ódio e da intolerância é o objetivo para o próximo pleito, segundo o presidente do PT-BA.

Articulações e mudanças para 2022 na Bahia e no Brasil

O político destacou que, apesar de 2018 ter sido um ano muito forte do Bolsonarismo, o PT elegeu o governador Rui Costa como o mais votado da história da Bahia e o senador Jaques Wagner. Além disso, aumentaram o número de vereadores do PT para o ano que vem.

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Ele ainda disse que não considera os resultados de Feira de Santana e Vitória da Conquista como derrotas, pois os candidatos perderam para emedebistas que representavam continuidade da administração dos municípios.

Na visão do presidente estadual, a queda do PT em âmbito nacional, considerada assim por não conquistar nenhuma capital no país nas últimas eleições, não pode ser vista como falta de articulação entre as bases de esquerda.

Na avaliação para 2022, Eden acredita que a esquerda está em um momento de resistência e desafiada a se renovar. Segundo ele, será necessário mudar o programa, a linguagem, a estética e os quadros e lideranças públicas.

Ele destaca que a sociedade em que o PT foi fundado, em 1980, mudou muito e é preciso atualizar-se nas formas de comunicação com o público para aproximar-se ainda mais da atual realidade do povo brasileiro.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.