Principais nomes em disputa por presidência na Câmara falam sobre auxílio emergencial

Os candidatos à presidência da Câmara dos Deputados já se posicionaram em relação ao auxílio emergencial. Os principais nomes, Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP), defendem uma possível continuidade do benefício ou criação de um programa alternativo de transferência de renda.

Principais nomes em disputa por presidência na Câmara falam sobre auxílio emergencial
Principais nomes em disputa por presidência na Câmara falam sobre auxílio emergencial. (Imagem: Sérgio Lima/ Poder360)

O auxílio emergencial terminou em dezembro de 2020, depois de cinco parcelas e mais quatro de extensão.

A parcela da população que recebeu os pagamentos corresponde a desempregados, trabalhadores informais, autônomos e beneficiários do Bolsa Família.

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Propostas dos candidatos para o auxílio emergencial

O deputado Arthur Lira (PP-AL), que tem apoio do presidente Jair Bolsonaro, defendeu a análise de um benefício alternativo para as pessoas que ficaram sem renda na pandemia. Para ele, isso pode ser feito após a votação do Orçamento de 2021 e da PEC Emergencial.

Lira destaca a preocupação com o teto de gastos para a criação de um novo programa.

Segundo ele, é preciso ter cuidado com as despesas da União, Estados e municípios para pensar em uma alternativa financeira. O candidato também defende que a votação das reformas ocorra o mais rápido possível.

Para Baleia Rossi (MDB-SP), a proposta de nova rodada do auxílio emergencial é de responsabilidade da equipe econômica e deveria ser feita neste início de ano.

Segundo ele, cabe ao ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentar uma sugestão dentro do teto de gastos.

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Na disputa pela Câmara, Rossi havia defendido a prorrogação do auxílio emergencial de forma integral.

Depois de algumas críticas, inclusive de Lira, voltou atrás no discurso reforçando a importância da responsabilidade fiscal. Baleia admite que não dá para fazer o auxílio sem mexer nas despesas.

A área técnica do Ministério da Economia afirma que a preocupação é com a dificuldade em encontrar espaço no Orçamento para mais benefícios.

A avaliação de Guedes é que não há espaço e que a alternativa possível é a edição de uma medida provisória (MP) com crédito extraordinário.

O atraso na vacinação e a nova alta de casos de Covid-19 em alguns estados brasileiros pode aumentar ainda mais a pressão pela volta do auxílio emergencial.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.