Artesãos do Pará devem perder 8 mi com alterações no Círio

A Federação das Associações e Cooperativas de Artesãos do Pará (Facapa) está preocupada com a situação econômica dos profissionais que atuam com artesanato. Um levantamento realizado pela Federação mostrou que pelo menos 8 mil profissionais irão sofrer com alterações do Círio 2020.

Artesões do Pará devem perder 8 mi com alterações no Círio
Artesões do Pará devem perder 8 mi com alterações no Círio. (Imagem: Google).

O estudo apontou que a categoria vai deixar de render aproximadamente R$ 8 milhões em comercialização de artigos religiosos no período. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou um dado alarmante: 60 mil profissionais autônomos serão afetados com a suspensão da procissão.

Círio de Nazaré terá novo formato devido ao novo coronavírus

Este ano, um dos mais grandiosos eventos religiosos do Brasil será alterado devido a pandemia provocada pelo Covid-19. Atualmente o estado possui 168.151 casos do novo coronavírus e 5.893 pessoas que não resistiram à doença.

Não haverá peregrinações com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. O novo formato contempla em celebrações não abertas aos fiéis e transmitidas pelas redes sociais, além de um passeio de helicóptero com a imagem da santa por unidades hospitalares da capital do Pará.

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O Dieese informou que a economia local deve sentir devido à ausência dos visitantes. Na procissão do ano passado, segundo levantamento do órgão, compareceram mais de 80 mil pessoas de todo país. A movimentação representa uma injeção de R$ 120 milhões na economia somente no mês de outubro.

O técnico do Dieese Everson Costa demonstrou preocupação com os 60 mil profissionais que serão afetados com a alteração da programação do Círio 2020, já que muitas pessoas sobreviviam ou tinham uma renda extra proveniente do trabalho durante o evento religioso.

Em relação ao artesanato a Facapa informou que pelo menos 30 mil profissionais estão na região metropolitana de Belém, sendo que cerca de 8 mil deles já sofrem os impactos da mudança no Círio deste ano.

Segundo a artesã Luziclara Brito, na mesma época em 2019, ela já estava com mais da metade das peças religiosas que comercializa durante do Círio prontas, o que não ocorreu esse ano, já que os profissionais sabiam que não havia turistas.

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