Black Friday 2020: Saiba como proteger o PIX e não cair em GOLPES

A chegada da Black Friday 2020, temporada de vendas com condições especiais no mês de novembro pode ser tentadora. O Pix passa a ser uma ferramenta de compra interessante para quem quer garantir os preços mais baixos. Porém, é preciso dedicar uma atenção extra a esse tipo de transição, uma vez que pode ser alvo de fraudes e transformar o benefício em prejuízo.

Black Friday 2020: Saiba como proteger o PIX e não cair em GOLPES
Black Friday 2020: Saiba como proteger o PIX e não cair em GOLPES (Imagem: Reprodução / Exame)

O primeiro passo é entender como funciona a ferramenta Pix. Disponível através do aplicativo de qualquer banco, sempre gratuita para os sistemas operacionais Android e IoS, a ferramenta realiza pagamentos e transferências em menos de 10 segundos. Ainda que seja pouco tempo, pode ser um período suficiente para que golpistas realizem uma fraude de maneira instantânea.

“O consumidor é sempre um elo mais fraco de segurança que as empresas nas transações eletrônicas. Os golpistas que querem atacar vão tentar explorar os descuidos dos consumidores. E sempre que se adiciona um novo elemento numa cadeia de pagamento, abre-se um novo espaço para fraudes. Isso vale para todo tipo de pagamento, não apenas para o Pix. A dica que dou aos consumidores nessa Black Friday é não deixar o olho crescer mais que o bom senso”, explica Rafael Cividanes, diretor de cibersegurança da empresa de tecnologia Kryptus.

A primeira dica para não entrar numa cilada é ter muito cuidado ao que recebe pelo telefone, que é onde os aplicativos dos bancos e, consequentemente, o Pix ficam cadastrados.

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Atenção aos links duvidosos

O consumidor deve acessar apenas links conhecidos, independente da plataforma que encaminhe a mensagem, seja e-mail, redes sociais, WhatsApp ou SMS. Uma fraude a partir desses canais permite que golpistas tenham acesso a todos os dados pessoais do usuário, incluindo dados bancários. O prejuízo pode ser grande e, nestes casos, a alternativa mais segura é procurar a instituição financeira.

Não divida seus dados pessoais

Outra dica é sempre usar seu próprio telefone. Nada de cadastrar seus dados pessoais e bancários no aparelho de outra pessoa. Realizar compra de um produto em uma rede wi-fii aberta e desconhecida também não é recomendado. Deve-se evitar também realizar transações enquanto o celular estiver plugado em uma tomada pública ou em carregadores de terceiros.

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Impulso na Black Friday: atenção aos detalhes

Por fim, confira os dados do destinatário e a chave escolhida para transferência por meio de Pix. Após concluir a ação, não é possível voltar atrás.

“Os consumidores também precisam ter uma atenção redobrada neste período. Existem muitos sites falsos que são praticamente idênticos aos originais, com pequenas diferenças que passam despercebidas. Eles roubam os dados do usuário. Para as compras, se usar o boleto, verifique se o nome que consta nos dados bancários é o da loja que você comprou. Mas nada disso adianta se a pessoa não tiver uma ferramenta de segurança digital instalada, de fabricante conhecido e confiável no mercado”, alerta Marcus Garcia, vice-presidente de produtos da FS Security.

Isabela Veríssimo

Isabela Veríssimo é jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) com passagens por redações, desde 2016, como o Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio e Rede Globo. Atualmente dedica-se ao Jornal O Norte.