Bolsonaro ignora 2ª onda de Covid-19 no Brasil: ‘Estamos vivendo um finalzinho de pandemia’

Ignorando o aumento do número de casos de contaminação do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou sem base de dados que o país está no “finalzinho da pandemia”. A fala foi registrada durante discurso de inauguração de uma obra pública, nesta quinta-feira (10), em um momento de tendência de 2ª onda de Covid-19.

Bolsonaro ignora 2ª onda de Covid-19 no Brasil: 'Estamos vivendo um finalzinho de pandemia' (Imagem: Sergio Lima / AFP - Getty Images)
Bolsonaro ignora 2ª onda de Covid-19 no Brasil: ‘Estamos vivendo um finalzinho de pandemia’ (Imagem: Sergio Lima / AFP – Getty Images)

Em mais uma de suas declarações sem comprovação de dados científicos sobre a atuação do coronavírus, Bolsonaro voltou a minimizar a pandemia que já ceifou milhares de brasileiros desde que o vírus foi registrado no país. E que, hoje, enfrenta crescimento de contaminações nos estados.

“Me permite falar um pouco do governo, que ainda estamos vivendo o finalzinho da pandemia. O nosso governo, levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhores se saíram na pandemia”, disse Bolsonaro durante discurso na inauguração do eixo principal da nova Ponte do Guaíba, na BR-290, em Porto Alegre.

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Já no Rio Grande do Sul, em participação da liberação de 27 quilômetros de duplicação da BR-116, em Barra do Ribeiro, ele alegou que o que aconteceu no início da pandemia não leva à nada, mesmo com 179.032 de mortes no Brasil.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, que foi formado para notificar os casos do vírus no Brasil a partir dos registros das Secretarias Estaduais de Saúde, é a primeira vez desde julho que o país registra tendência de alta de óbitos em 22 das 27 unidades da federação simultaneamente em decorrência da doença.

No mesmo dia, Bolsonaro ainda afirmou que alguns países do continente africano não registraram alto número de óbitos por conta de tratamento da malária.

“Não temos notícia dos nossos irmãos da África, abaixo do deserto do Saara, de grande quantidade de óbitos por Covid e todos esperavam justamente o contrário. A , fossem ser em boas e quantidade vitimadas. E não foi por quê? Eles tratam lá, muito, infelizmente, a malária”, disse.

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Vacina da Covid-19 no Brasil

O portal G1 publicou que, mesmo o Brasil ainda não tendo um plano detalhado de vacinação contra a doença, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a imunização pode começar ainda este mês. Isso se a Pfizer obtiver autorização emergencial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e conseguir “adiantar” uma entrega de doses.

A fabricante, em entrevista ao UOL, disse que ainda aguarda o governo brasileiro assinar o contrato de compra da sua vacina e que, mesmo que ele seja firmado agora, não dispõe de doses para entrega imediata.

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.