Como ‘queridinho’ de Bolsonaro, Ministério da Defesa conseguiu 2,2 bi a mais na estimativa orçamentária

Apesar das reduções previstas no orçamento de 2021, o Ministério da Defesa conseguiu um aumento de R$ 2,2 bilhões na estimativa orçamentária. O aval veio do presidente Jair Bolsonaro e vai atender os militares. O governo ainda deve adiar o Censo 2020, que seria realizado no ano que vem, mas pode ficar para 2022.

Como 'queridinho' de Bolsonaro, Ministério da Defesa conseguiu 2,2 bi a mais na estimativa orçamentária
Como ‘queridinho’ de Bolsonaro, Ministério da Defesa conseguiu 2,2 bi a mais na estimativa orçamentária (Imagem: reprodução Google)

Em reunião com apoiadores na última quarta (19), no Palácio da Alvorada, Bolsonaro reconheceu que existe uma disputa em torno do Orçamento e afirmou também que “cada vez mais diminui o montante”. 

Por outro lado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que ocorrerá resistências no Congresso. Maia disse ainda que não faz sentido o ministério da Defesa ter mais recursos que o da Educação.

De acordo com o referencial orçamentário para 2021, a Educação deve perder 13% em 2021, comparado com a proposta deste ano. Já a Saúde e a Defesa devem perder 5% cada. Com isso, pela primeira vez a pasta das Forças Armadas teria mais recursos que o MEC.

O Congresso receberá até 31 de agosto o Orçamento do governo. No entanto, não é comum acontecer alterações bruscas na fase final. Outro ministérios estão formalizando reclamações quanto aos repasses previstos e pedindo por recursos maiores. 

Bolsonaro afirmou que recebe muitos pedidos que envolvem “problemas justos”. Contudo, segundo ele, não pode atender a todos. “Pessoal, está vindo muita gente com problemas justos. Eu não vou ficar respondendo três, quatro problemas justos. No final das contas, custa 20 bilhões de reais e não tem dinheiro” afirmou.

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Adiamento do Censo deve beneficiar Defesa  

Por consequência das fortes pressões, o governo avalia adiar para 2022 a realização do Censo Demográfico pelo IBGE. Se o adiamento for aprovado, será a segunda vez que a coleta de dados é reagendada. 

Com isso, o dinheiro proposto para a realização do Censo deve ser direcionado para outros ministérios. São cerca de R$ 2,3 bilhões que poderão ser repassados para as pastas, especialmente para a de Defesa

A pesquisa do IBGE é realizada a cada dez anos e tem abrangência nacional. Pesquisadores do órgão fazem visitas aos domicílios pelo país para obter dados sobre as características dos moradores. São coletados dados como nível de estudo, trabalho, por exemplo. 

Sendo assim, para justificar o novo adiamento, o governo deve alegar questões sanitárias devido à pandemia da Covid-19.

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