Em João Pessoa, escola que NÃO existe abre matrículas para turmas em 2021; entenda

Uma rede privada de ensino vem divulgando vagas para matrículas em turmas para 2021 em escola que não possui estrutura física, em João Pessoa, na Paraíba. As inscrições vêm sendo realizadas para uma unidade que ainda está em fase de construção, no bairro dos Bancários. Pais estão preocupados porque a escola não existe.

Em João Pessoa, escola que NÃO existe abre matrículas para turmas em 2021; entenda (Reprodução/ClickPB)
Em João Pessoa, escola que NÃO existe abre matrículas para turmas em 2021; entenda (Reprodução/ClickPB)

A denúncia foi recebida pelo ClickPB. Segundo o portal, os pais vêm recebendo propostas para os pagamentos das mensalidades, que chegam a custar entre R$ 5 mil a quase R$ 12 mil anuais, dependendo da modalidade de ensino – além de valores para assessoria remota, que custa R$ 2.544 anuais.

Ainda de acordo com o portal, a empresa informa que abrirá a nova unidade no ano letivo de 2021, porém, as obras se encontram inacabadas e não se sabe se a escola já possui os alvarás de funcionamento necessários.

O colégio ISO, que já funciona no Bessa, tem feito propaganda da unidade sul em outdoors espalhados pela cidade e montou um estande de vendas num shopping center da capital.

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As fotos enviadas pelos pais ao ClickPB mostram que a obra aparenta estar em fase inicial, apenas com as colunas levantadas; sem parede ou telhado. Segundo os responsáveis pelos alunos, não parece que a estrutura possa ser finalizada em 45 dias.

“Sem um prédio existente, também não é possível verificar questões básicas como normas de acessibilidade, segurança, higiene, iluminação e ventilação”, explicam.

No portal da instituição, também não há informação sobre a nova unidade, nem na página do Facebook da instituição de ensino. No Instagram, há apenas um anúncio na biografia do perfil “Colégios no Bessa e Bancários”.

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Rede repete erro anterior

Uma fonte revelou ao ClickPB que a rede privada de ensino já cometeu o mesmo ato antes da inauguração do prédio da escola no Bessa. A estrutura ainda não estava completamente pronta, mas as aulas começaram de qualquer forma e parte da escola ainda ficou em obras.

A escola não foi contatada para fazer declaração sobre as denúncias apontadas na matéria.

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.