Em meio a pressão, Bolsonaro fala sobre impeachment e candidatura em 2022

Com a pressão dos 61 pedidos para a abertura de um processo de impeachment contra o presidente da República, o próprio, Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre o assunto nesta quarta-feira (20). Ele disse que “se Deus quiser” vai permanecer no cargo até 2022 e que espera bons candidatos para as próximas eleições.

Em meio a pressão, Bolsonaro fala sobre impeachment e candidatura em 2022
Em meio a pressão, Bolsonaro fala sobre impeachment e candidatura em 2022. (Imagem: Valter Campanato/ Agência Brasil)

Até o momento, 61 pedidos de impeachment contra Bolsonaro já foram protocolados na Câmara dos Deputados, mas não entraram na pauta de votação.

O assunto voltou à tona na semana passada, com o colapso na saúde do Amazonas e o atraso na vacinação.

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Pressão por impeachment aumenta no meio político

Partidos de oposição anunciaram que vão protocolar um novo pedido de impedimento nos próximos dias.

Segundo o grupo, Bolsonaro cometeu “crimes de responsabilidade em série” na condução da pandemia do novo coronavírus. Nas redes sociais, a pressão também tem aumentado.

Na última semana, diversas cidades do país registraram panelaço contra o presidente.

As manifestações foram organizadas pelas redes sociais em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Florianópolis, São José dos Campos, Belém, Recife, Porto Alegre e no Distrito Federal.

Em relação à situação da saúde no Amazonas, Bolsonaro admitiu que o problema “é mais grave que no resto do Brasil”, mas voltou a falar em tratamento precoce. Segundo ele, a rede pública sempre esteve cheia em Manaus, com 90% a 95% de ocupação.

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O presidente disse aos apoiadores que o governo tem agido para minimizar a crise na região Norte.

Ele afirma que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve no Amazonas quando foi notificado do problema e que acionou toda estrutura da Força Aérea para levar oxigênio aos locais críticos.

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o impeachment será inevitavelmente discutido pelo Congresso em algum momento.

O político defende que o foco agora seja a pandemia e que o assunto volte a ser discutido após a eleição da Casa.

Ao todo, oito deputados disputam o comando da Câmara. A votação está marcada para 1º de fevereiro.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.