ESTE candidato incentiva voto NULO no 2º turno em João Pessoa; entenda o motivo

O candidato Camilo Duarte (PCO), que disputou o primeiro turno das eleições em João Pessoa, informou que não vai apoiar nenhum dos candidatos no segundo turno. Cícero Lucena (Progressistas) e Nilvan Ferreira (MDB) foram os mais votados no dia 15 e concorrem à segunda etapa do pleito. Camilo Duarte ficou em 14º lugar na eleição, com 82 votos, que representam 0,02% dos votos válidos, segundo informações da Justiça Eleitoral.

ESTE candidato incentiva voto NULO no 2º turno em João Pessoa; entenda o motivo
ESTE candidato incentiva voto NULO no 2º turno em João Pessoa; entenda o motivo. (Imagem: Divulgação)

Ele divulgou uma nota do partido sobre a 31ª Conferência Nacional do PCO, onde afirma que não apoia candidaturas estranhas à classe operária. Além disso, informa que o Partido da Causa Operária vai incentivar o voto nulo para esclarecer que as urnas não irão resolver os problemas dos trabalhadores.

Entenda o voto nulo nas eleições de João Pessoa

O impacto de votos brancos e nulos no processo eleitoral não é direto, pois eles não são contabilizados no resultado do vencedor, ou seja, não são considerados votos válidos. Ou seja, ao anular o voto o eleitor abre mão da escolha de um candidato para representá-lo. A cientista política Priscila Lapa explica que a ideia de que votos brancos e nulos favorecem um candidato ou outro é mito.

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No primeiro turno das eleições na capital paraibana foram contabilizados 30.189 votos nulos, que representam 7,34% do total e 16.109 votos em branco ou 3,92%. Cícero Lucena (Progressistas) recebeu 75.610 votos válidos ou 20,72% e Nilvan Ferreira (MDB) teve 60.615 votos válidos ou 16,61%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, 14 candidatos disputaram o cargo de prefeito.

A definição sairá no próximo domingo (29), quando será disputado o segundo turno das eleições. O horário de votação será o mesmo, das 7h às 17h, com as primeiras três horas preferenciais para idosos.

O uso de máscaras e álcool em gel será obrigatório e a recomendação é que cada eleitor leve sua caneta para assinar a ata, uma vez que a biometria não será utilizada. Na urna, o eleitor vai digitar os dois números do candidato a prefeito selecionado, visualizar as informações e confirmar o voto.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.