Governo e Senado articulam sobre o início do Renda Cidadã

O período eleitoral de 2020 é apontado como um fator a ser analisado pelo presidente Jair Bolsonaro e por aliados na decisão de apresentar detalhes do Renda Cidadã, o chefe de Estado quer deixar a definição das medidas mais impopulares de financiamento do programa para depois das eleições municipais; visto que o falatório pode atrapalhar a estratégia traçada pelo presidente e seus aliados de “varrer o PT” do Nordeste.

Governo e Senado articulam sobre o início do Renda Cidadã (Miguel Schincariol/Getty Images)
Governo e Senado articulam sobre o início do Renda Cidadã (Miguel Schincariol/Getty Images)

A apuração do Estadão/Broadcast aponta que há uma corrente de políticos aliados do governo que considera que não vai dar para chegar até as eleições sem apresentar alguma solução e apontar caminhos, mesmo que as medidas não sejam aprovadas imediatamente. Um auxiliar do governo ouvido pelo portal afirmou que o presidente está fazendo politicagem em torno do programa e a atual corrida eleitoral.

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Seriam dois os motivos que fazem Bolsonaro adiar o anúncio sobre a origem dos recursos e o valor oficial do Renda Cidadã para depois do pleito eleitoral evitar que a discussão do tema atrapalhe ou interfira na campanha de aliados políticos e, o segundo motivo, seria rearranjo de forças políticas no Congresso que acontecem após as eleições.

O Estadão diz que esses movimentos terão impacto e influência na negociação da criação do novo programa.

Renda Cidadã promete articulação entre as casas

O que é conversado entre Senado e governo é o de negociar a aprovação do projeto e as medidas de compensação antes de colocar o projeto no papel, para então apresentar o relatório e agendar a votação. O senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta, disse ao veículo que é preciso aguardar mais alguns dias para que todos entrem em um consenso.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), insiste na necessidade de regulamentar as medidas de corte de despesas para dar sustentação ao teto de gastos, como explicou o Estadão em matéria.

“De onde tirar terá sempre alguma polêmica, alguma dificuldade, mas nós não fomos eleitos apenas para ficar esperando o tempo passar. Fomos eleitos para assumir responsabilidades. ”

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.