INSS: Saiba QUANTO autônomos e MEIs vão pagar de contribuição em 2021

Além dos trabalhadores com carteira assinada, profissionais autônomos e MEIs (Microempreendedores individuais) também terão reajustes nos valores que são pagos ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O acréscimo nas contribuições acontece devido ao aumento do salário mínimo em 2021.

INSS: Saiba QUANTO autônomos e MEIs vão pagar de contribuição em 2021 (Imagem: Reprodução/Google)
INSS: Saiba QUANTO autônomos e MEIs vão pagar de contribuição em 2021 (Imagem: Reprodução/Google)

As pessoas que contribuem de forma individual ou facultativa para o INSS terão que se ajustar às novas alíquotas referente às contribuições de impostos.

Os valores cobrados a trabalhadores autônomos e donas de casa, bem como motoristas e diaristas, e outros, variam de acordo com cada categoria de contribuição.

Os grupos definem quanto o contribuinte deve pagar para ter direito a benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte.

Esses profissionais pagam a GPS (Guia da Previdência Social) com o respectivo código de pagamento do INSS.

Leia mais: INSS, PIS/PASEP, FGTS e mais benefícios afetados pelo AUMENTO do salário mínimo

Assim como os trabalhadores do setor privado, os novos valores passarão a valer a partir do próximo mês, em fevereiro.

Já para os MEIs, a forma de pagamento do imposto acontece por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), com contribuição definida em cima do piso nacional no ano vigente, o valor cobrado é de 5% referente ao salário mínimo.

Veja quanto autônomos e MEIs pagarão ao INSS

O portal G1 elencou os valores das contribuições para as principais categorias de contribuintes individuais e facultativos, com os respectivos códigos de pagamento, além dos MEIs.

Todas as categorias abaixo relacionadas têm direito à aposentadoria por idade, além dos outros benefícios do INSS. Veja a listagem com os respectivos valores de contribuição:

Contribuinte facultativo de baixa renda – código 1830
Nessa categoria entram contribuintes com renda familiar inferior a dois salários mínimos inscritos no sistema Cadastro Único (CadÚnico). A contribuição é de 5% do salário mínimo. O valor fica em R$ 55 ao mês.

Contribuinte facultativo – código 1473
Nessa categoria entram pessoas que não exercem atividade remunerada, como estudantes, donas de casa e desempregados. A contribuição é de 11% do salário mínimo. O valor fica em R$ 121 ao mês.

Contribuinte individual – código 1163
Nessa categoria entram autônomos que prestam serviços para pessoas físicas.
A contribuição é de 11% do salário mínimo. O valor fica em R$ 121 ao mês.

Contribuinte facultativo – código 1406
Nessa categoria entram estudantes, donas de casa e desempregados.
A contribuição pode ser de 20% do salário mínimo até o valor do teto do INSS (R$ 6.433,57). O valor varia entre R$ 220 e R$ 1.286,71 ao mês.

Contribuinte individual – código 1007
Nessa categoria entram autônomos que prestam serviços para pessoas físicas.
A contribuição pode ser de 20% do salário mínimo até o valor do teto do INSS (R$ 6.433,57). O valor varia entre R$ 220 e R$ 1.286,71 ao mês.

Contribuinte individual – código 1120
Nessa categoria entram autônomos que prestam serviços para pessoas jurídicas.
A contribuição pode ser de 20% do salário mínimo até o valor do teto do INSS (R$ 6.433,57). Nesse caso, os trabalhadores têm direito à dedução de 45% da contribuição mensal, pois a empresa contratante é responsável por descontar 11% do valor pago para o INSS.

MEIs
A contribuição é de 5% do salário mínimo (R$ 55) mais:

  • R$ 1 de ICMS, se desenvolver atividades de comércio e indústria;
  • R$ 5 de ISS, se for prestador de serviço;
  • O valor pode chegar a R$ 61 ao mês.

A DAS referente a janeiro, com o reajuste, tem vencimento em 22 de fevereiro.
Essa contribuição dá direito à aposentadoria por idade, além dos outros benefícios do INSS.

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.