Ministro da Educação considera atrasada a liberação da internet gratuita para alunos de baixa renda

Após cinco meses de pandemia no Brasil, o Ministério da Educação decidiu disponibilizar o acesso gratuito à internet para alunos de baixa renda darem continuidade aos estudos.

Ministro da Educação considera atrasada a iniciativa de liberação da internet gratuita para alunos de baixa renda
Ministro da Educação considera atrasada a iniciativa de liberação da internet gratuita para alunos de baixa renda (Fonte: Google)

O atual ministro da educação, Milton Ribeiro, disse que a ajuda do MEC aos alunos de baixa renda chegou “um pouquinho tarde”. Isso porque esses estudantes estão há meses fora da sala de aula.

Ribeiro afirmou que uma das causas na demora do oferecimento do serviço aos alunos foi a burocracia que temos nas coisas públicas no Brasil.

Em julho o MEC anunciou que alunos de universidades e institutos federais teriam acesso gratuito à internet, como estratégia para que eles dessem continuidade em seus estudos.

O Ministro afirmou que “Será uma boa iniciativa colocarmos à disposição de alunos que não têm condições de comprar esse tipo de dados telefônicos”.

Alunos contemplados pelo Ministério da Educação

Com essa medida há a estimativa de que inicialmente 400 mil alunos sejam beneficiados. Porém, a meta é de 900 mil alunos do Ensino Superior, da Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Mas, é necessário que o aluno atenda alguns requisitos:

  • Estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
  • Ter renda per capita de: até meio salário mínimo, até um salário mínimo, e até um salário mínimo e meio.

Um projeto em parceria

O projeto é uma iniciativa em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas, o serviço será prestado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que venceu licitação.

Em coletiva de imprensa realizada nessa segunda, 17, o Milton afirmou que o Governo deve desembolsar 24 milhões para a compra de chips pré-pagos com contratação de planos de dados.

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As instituições federais devem definir os sites e sistemas que os alunos utilizarão para as aulas. De acordo com o MEC apenas 25 das 69 Universidades federais estão tendo aulas remotas.

Prorrogação das aulas remotas

Em meados de junho o Ministério da Educação autorizou que as aulas remotas prosseguissem até o fim de ano de 2020 e, também liberou os estágios práticos, exceto aos cursos de medicina.

 

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Jamille Pereira Novaes é graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduada em Gestão da Educação pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). Como professora de Língua Portuguesa já atuou no ensino fundamental I e II. Atualmente, trabalha com professora de Língua Portuguesa no ensino técnico e redatora do jornal O Norte.