O que está provocando alta dos preços? IBGE explica quem é o culpado

As últimas semanas tem revertido em uma antiga preocupação dos brasileiros, a alta dos preços. Alguns economistas acreditam que esse efeito é devido a queda de renda e o desemprego que continua em alta, todavia, eles dizem que será apenas uma preocupação temporária.

O que está provocando alta dos precos? IBGE explica quem é o culpado
O que está provocando alta dos precos? IBGE explica quem é o culpado (Imagem: Reprodução Caderno Mercado)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, divulgou na sexta-feira (9) que a inflação ficou em 0,64% em setembro foi a maior taxa para o mês desde 2003.

O que está provocando a inflação e alta dos preços?

Um dos principais motivos que está causando o aumento dos preços é a diferença entre oferta e demanda do produto, isto é, quando a oferta é baixa e a demanda alta os preços sobem. Em uma situação inversa, quando tem muita mercadoria para vender e pouca gente para comprar, os preços diminui.

No Brasil, está tendo muita procura internacional por mercadorias e commodities e, principalmente, com o dólar alto levou a inflação dos produtos atacados subirem.

Todos os preços dos produtos atacados são medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), na pesquisa de setembro o IPA subiu 5,92% e acumulou uma alta de 25,26% em 12 meses.

O resultado da pesquisa mostra os produtos mais afetados pela inflação. Na cesta do IPA estão produtos como minério de ferro (alta de 71,6% em 12 meses e 86,2% de janeiro a setembro), carne suína (76,1% e 41%, respectivamente), arroz (123,3% e 110,6%), trigo (38,8% e 40,7%) e soja (75,4% e 66,6%).

Além do valor dos produtos subirem eles também sofrem uma desvalorização da moeda real. Comparado ao dólar, o real se tornou a pior moeda do mundo e toda vez que o real se desvaloriza, países acabam comprando o país.

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Quais são o risco do aumento?

O economista André Braz, que é também coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), disse que: “Enquanto o risco fiscal não se resolver, pode acontecer nova desvalorização da moeda e ampliar o efeito da demanda internacional. Se o mundo volta à normalidade, ele passa a consumir mais e, com a mesma quantidade de dólares, a comprar cada vez mais do Brasil”.

Braz também afirmou que, mesmo que os preços no atacado continuem alto por mais algum tempo, o mercado interno não recupero os espaços que perderam na pandemia. Agora com a retomada dos trabalhos, sobretudo dos prestadores de serviços, haverá um aquecimento da atividade econômica.

Mariana Castro é formada em Pedagogia pela Universidade Brás Cubas em Mogi das Cruzes – SP. Atualmente trabalha como professora na rede privada de ensino e dedica-se a redação do Jornal O Norte.