Presidente da Câmara critica aumento de impostos e defende teto de gastos no controle da inflação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a criticar a criação de um novo imposto e o consequente aumento da carga tributária. Segundo ele, é inviável criar novos impostos a cada período de crise. Além disso, os aumentos já efetuados não resolveram os problemas do serviço público para a sociedade. Para Maia, o ideal é retomar os debates sobre as reformas, que podem melhorar a qualidade do gasto público e a competitividade.

Presidente da Câmara critica aumento de impostos e defende teto de gastos no controle da inflação
Presidente da Câmara critica aumento de impostos e defende teto de gastos no controle da inflação. (Imagem: Najara Araújo/ Câmara dos Deputados)

O parlamentar também defendeu a manutenção do equilíbrio fiscal, sem desrespeitar a política do teto de gastos, que limita e controla as despesas públicas com base na inflação. Maia reconhece que espaço para investimentos é pequeno atualmente, mas diz que não é possível avançar em cima da sociedade, é necessário compreender que o controle das despesas pode retomar a credibilidade.

Privatizações e taxas de juros na Câmara

O presidente da Câmara afirmou que os recursos públicos alocados na Eletrobras poderiam ser mais bem investidos e defendeu a privatização da empresa. Entretanto, reconhece que o momento exige outras prioridades, como a defesa do teto de gastos e as reformas que precisam ser aprovadas.

De acordo com ele, o Parlamento deve ter foco para deixar de “embolar assuntos polêmicos e não resolver nada”. A regulamentação do teto de gastos e a discussão das reformas devem estar em primeiro lugar, senão o impacto negativo será ainda maior do que o da possível privatização.

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Sobre a tramitação do Projeto de Lei 1166/20, do Senado, que limita os juros anuais do cheque especial e do cartão de crédito durante a pandemia e restringe a cobrança de faturas em aberto, Maia disse que o modelo de negócios dos bancos precisa ser revisto. Para ele, a solução precisa vir do setor financeiro.

Ele reconheceu que a percepção do Senado é de que os dois produtos são ruins e que não há aprovação por parte da sociedade, por isso a solução precisa ser construída pelo mercado, pela autorregulamentação.

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Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.