Rodrigo Maia ‘prevê’ impeachment de Bolsonaro e ataca o presidente

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou sobre a possibilidade de um processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nos próximos meses. Ele relacionou a ação ao desempenho do governo federal na vacinação contra a Covid-19, que ainda não começou.

Rodrigo Maia 'prevê' impeachment de Bolsonaro e ataca o presidente
Rodrigo Maia ‘prevê’ impeachment de Bolsonaro e ataca o presidente (Imagem: José Cruz/ Ag. Brasil)

Maia acumula mais de 50 pedidos de impeachment contra o presidente. Segundo ele, a decisão sobre o tema caberá ao novo presidente da Casa, que será eleito em fevereiro. As declarações do deputado foram concedidas em entrevista na segunda-feira (11).

Entenda se a vacina pode levar ao impeachment

O presidente da Câmara disse que o principal erro do governo é a questão da vacina, que deveria ser organizada mais rapidamente. O deputado também afirmou que não percebeu, até o momento, uma pressão da sociedade e da classe política para abertura do processo.

Maia acredita que o movimento a favor do impeachment pode ocorrer se o governo não se mobilizar pela vacinação contra a Covid-19, que já começou em mais de 50 países.

No Brasil, não há uma data definida para o início da campanha nem a aprovação do uso emergencial de algum imunizante.

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O deputado afirmou que a Câmara está em recesso e que nenhum assunto de ordem política será discutido neste momento, com exceção de urgências relacionadas à pandemia, por exemplo. Ele explicou que as ações no enfrentamento à doença foram seu foco ao longo do ano passado.

Questionado sobre a discussão do impeachment do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, após a invasão da sede do Legislativo norte-americano na semana passada, Maia afirmou que o cenário no país é “mais fácil” para dar seguimento a um processo desta magnitude.

A eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados será no dia 2 de fevereiro.

Por enquanto, quatro parlamentares oficializaram candidatura para a sucessão de Rodrigo Maia: Baleia Rossi (MDB-SP), Arthur Lira (PP-AL), André Janones (Avante-MG) e Capitão Augusto (PL-SP). A maior disputa será entre Rossi e Lira, que acumulam apoios.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.