Apesar de Bolsonaro suspender discussões sobre o Renda Brasil, Guedes afirma que ainda estuda a proposta

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que sua equipe ainda estuda propostas para viabilizar o Renda Brasil. A declaração foi dada na terça-feira (1) em uma audiência pública na comissão do Congresso que acompanha medidas de enfrentamento ao coronavírus.

Apesar de Bolsonaro suspender discussões sobre o Renda Brasil, Guedes afirma que ainda estuda a proposta
Apesar de Bolsonaro suspender discussões sobre o Renda Brasil, Guedes afirma que ainda estuda a proposta. (Imagem: Google)

O Renda Brasil é um programa de transferência de renda que pode substituir o Bolsa Família. Apesar de estar em discussão no governo, não está contemplado na proposta orçamentário de 2021 enviada ao Congresso na segunda-feira.

Equipe econômica insiste no Renda Brasil

Guedes voltou a afirmar que o programa está sendo consolidado e continua em busca de recursos para financiá-lo. A intenção do governo é incorporar 10 milhões de pessoas a mais em relação ao Bolsa Família. Para isso, será preciso cortar despesas em programas sociais ou outras ações, por conta do teto de gastos.

A proposta da equipe econômica de Guedes previa o corte de programas como Abono Salarial, Seguro Defeso e Salário Família. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro criticou a ação e afirmou que as discussões sobre o Renda Brasil estavam suspensas.

O ministro Guedes também citou a discussão sobre super salários no funcionalismo público ao falar em “retirar recursos do andar de cima” para repassar aos pobres. O governo já enviou uma proposta ao Congresso Nacional para reduzir jornada e salário de servidores públicos.

Leia mais: Orçamento restrito pode excluir o projeto Renda Brasil em 2021.

Segundo ele, a opinião pública tem maturidade e não está disposta a aceitar salários astronômicos. O ministro pretende revisar nas as reformas para “pegar recursos que estão sobrando no andar de cima e canalizar para o andar de baixo”. O Renda Brasil seria, dessa forma, um enfrentamento à desigualdade.

No entanto, pode ter um custo anual de R$ 20 bilhões a mais do que o Bolsa Família, hoje em R$ 32,5 bilhões. A proposta é unificar outros programas, como o Auxílio Emergencial, o Fundo de Amparo ao Trabalhador e o Seguro Defeso e ampliar a transferência de recursos para valores de R$ 250 e R$ 300 mensais.

O objetivo do programa é contemplar mais famílias de baixa renda com crianças ou filhos adolescentes na escola. Os números chegam a 31 milhões de pessoas.

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Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.