Após dois meses de lançamento, nota de R$ 200 tem dias contados!

Menos de dois meses depois do lançamento da nota de R$ 200, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que terá carreira curta. Segundo ele, a nota deve se aposentar em pouco tempo, com a chegada do Pix, o sistema de pagamentos criado pelo Banco Central (BC).

Após dois meses de lançamento, nota de R$ 200 tem dias contados!
Após dois meses de lançamento, nota de R$ 200 tem dias contados! (Imagem: Reprodução UOL)

O Pix será uma nova opção para transferência de valores e realização de pagamentos, juntamente com TED, DOC e cartões. A previsão é que o sistema comece a funcionar em 16 de novembro e garanta agilidade nas transações, usando apenas aplicativos de celular.

Críticas à nota de R$ 200 e sistema de pagamento

A nova nota foi criada no início de setembro e criticada por ir na contramão de outras políticas do BC para incentivar a digitalização de transações, como o Pix. Segundo Guedes, a difusão da nova tecnologia pode fazer com as notas de R$ 200 e de R$ 100 caiam em desuso.

O ministro explicou que a nota grande foi inventada para solucionar um problema logístico de pagar as pessoas, pois os mais simples não têm as ferramentas digitais. Entretanto, no futuro, o lobo-guará, a nota de R$ 200 e a nota de R$ 100 vão diminuir brutalmente.

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As maiores economias do mundo têm se esforçado para diminuir o valor das cédulas a fim de combater o crime e a corrupção, pois as atividades ilegais geralmente usam transações com dinheiro em espécie. No lançamento da nota, o BC negou que ela poderia facilitar a corrupção. A diretora de Administração, Carolina de Assis Barros, explicou que a entidade tem um arcabouço de combate e prevenção à lavagem de dinheiro extremamente avançado.

A previsão é que 450 milhões de unidades da nota de R$ 200 sejam impressas este ano, o que representa um montante de R$ 90 bilhões aos cofres públicos. O BC esclarece que o custo de produção da nova nota é de R$ 325 por mil cédulas. A nota de R$ 100, por exemplo, custa R$ 280 a cada mil notas produzidas. As cédulas de maior valor não estão acessíveis a grande parte da população e ficam restritas a grandes empresários e políticos.

 

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.