Após recessão forte, perspectivas são positivas na recuperação da economia em Alagoas

Por consequência da pandemia do novo coronavírus, diversos estados brasileiros tiveram seus setores econômicos afetados. Após quase cinco meses de quarentena, entretanto, algumas unidades federativas já apresentam leve recuperação. Alagoas, por exemplo, deve apresentar sinais de recuperação ainda este ano

Após recessão forte, perspectivas são positivas na recuperação da economia em Alagoas
Após recessão forte, perspectivas são positivas na recuperação da economia em Alagoas (Imagem: Ailton Cruz)

A avaliação referente ao estado alagoano é do economista Felippe Rocha. De acordo com ele, a recuperação pode ocorrer até dezembro. “Sempre foi natural a recuperação da atividade econômica e dos postos de trabalho nesse período, já que a indústria sucroalcooleira volta a empregar e a renda gerada permite maior consumo, estimulando postos de trabalho pelo estado”, pontua.

Além disso, Rocha explica que é possível que ocorra a criação de empregos ainda no segundo semestre deste ano. Este fato é por consequência da flexibilização do isolamento social em diversas regiões do país, inclusive no estado de Alagoas.  

Expectativa positiva para Alagoas

“Os primeiros três meses após o fim do isolamento social servirão de termômetro, os primeiros indicadores mostram que o Comércio, Serviços e Indústria voltaram a crescer, mas isso comparado há meses praticamente sem atividade. Ainda quando comparado aos mesmos meses do ano passado, a depressão é forte”, afirma o economista. 

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Ele ainda diz acreditar que é possível fazer análise positiva para o que há de vir. Isso por conta dos números de dados de junho e julho que monitoram a atividade econômica. no Brasil. 

Somente no primeiro semestre em Alagoas houve uma redução de mais de 28 mil empregos, destes, 20.630 são no setor da indústria de transformação.

O crescimento do desemprego no país

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados no país aumentou 31% em três meses. A porcentagem representa 3,1 milhões de brasileiros sem trabalho neste período. 

A pesquisa aponta ainda que na penúltima semana de julho quase 13 milhões de pessoas estavam sem emprego. Contudo, na semana anterior, a quantidade era 4% menor, cerca de 12,3 milhões.Os dados começaram a ser coletados na primeira semana de maio, por consequência da pandemia. Na época, o número era de 9,8 milhões de brasileiros desempregados. 

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