Bolsonaro nega permanência do Auxílio Emergencial e critica quem defende o benefício

O presidente Jair Bolsonaro criticou governadores que defendem a permanência do Auxílio Emergencial. A declaração foi feita no último domingo (2) em uma padaria no Lago Norte, bairro nobre de Brasília. O presidente disse ainda que o impacto da crise foi menor em alguns setores, como o de alimentação e que o custo mensal do benefício é de R$ 50 bilhões.

Bolsonaro nega permanência do Auxílio Emergencial e critica quem defende o benefício
Bolsonaro nega permanência do Auxílio Emergencial e critica quem defende o benefício. (Imagem: Google)

Segundo ele, os governadores que estão defendendo a permanência do programa “vão arrebentar a economia”. Enquanto isso, Bolsonaro retomou as viagens pelo país depois de se recuperar da Covid-19. Na última semana, ele esteve nas regiões nordeste e sul.

Já a primeira-dama Michelle Bolsonaro continua em isolamento para tratar o quadro de Covid-19. O resultado positivo para a doença saiu dias depois de o presidente ter anunciado que estava curado.

Pressão para manter apoio o auxílio

Apesar das críticas do presidente, a equipe econômica estuda estender o benefício pelo menos até o final do ano. Para isso, o valor das parcelas passaria de R$ 600 para R$ 200, evitando um rombo ainda maior nas contas públicas. Mais de 65,4 milhões de brasileiros já receberam pagamentos do programa, totalizando R$ 145,9 bilhões.

Por enquanto, as parcelas do Auxílio Emergencial seguem até novembro, obedecendo ao calendário escalonado divulgado pela Caixa Econômica Federal. Um novo lote de pagamentos começou hoje (5) e vai até dia 26 de agosto. As datas estão disponíveis no site do banco.

Aposta no programa Renda Brasil

Além disso, o governo tenta acelerar a criação do Renda Brasil, que substituiria o Bolsa Família e poderia incorporar o Auxílio Emergencial. A ideia é mudar o conceito do programa e aumentar o valor do salário para R$ 250. Atualmente, 57,3 milhões de pessoas recebem pagamento médio mensal de R$ 190 no Bolsa Família. O custo é de mais de R$ 30 bilhões aos cofres públicos.

Leia mais: Aceleração da Reforma Tributária busca recursos para o Renda Brasil.

O Renda Brasil também pretende incluir auxílio creche para famílias, além de dividir os benefícios em dois. Um seria no valor de R$ 100, voltado à superação da pobreza e outro, também de R$ 100, seria pago por criança de 0 a 15 anos.

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Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.