Cesta Básica: Inflação dispara e preço dos produtos crescem 8,83%


IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nessa quarta-feira (9) a alta do produtos da cesta básica no país, devido à inflação oficial que subiu 8,83% em agosto.

Cesta Básica: Inflação dispara e preço dos produtos crescem 8,83% (Foto: Isadora Neumann/Agencia RBS)
Cesta Básica: Inflação dispara e preço dos produtos crescem 8,83% (Foto: Isadora Neumann/Agencia RBS)

OIPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo) subiu 2,44% em um ano. Dois alimentos tiveram destaque pela exorbitância de diferença de preços: o arroz, com19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período. Muitos alimentos básicos na mesa da população estão sendo impactados pela inflação, levando a preços recordes no campo.

De acordo com o portal G1, que ouviu economistas, as expectativas é de que o cenário não mude nos próximos meses, sendo difícil a queda de preços até o começo do próximo ano. Pois não há indícios que indiquem queda substanciais nos valores.

Valor nas alturas

São duas as condições que explicam as altas divulgadas pelo IBGE:

  • Dólar alto, que induz os produtores a aumentarem as exportações e a reduzirem a oferta de produtos no mercado interno, por consequência. Deixando o custo de produção da agropecuária mais alto, o que reflete no preço cobrado ao consumidor.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) afirmou que a culpa pela atual situação econômica dos alimentos não é do produtor rural.

“Esses aumentos têm sido acompanhados pela alta no custo de produção, o que demonstra que o produtor não está tirando vantagem sobre os outros elos da cadeia”, diz o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

  • Auxílio emergencial, por ter estimulado o consumo por produtos básicos, como os alimentos.

Leia mais: Mais de 12 mi de pessoas estão desempregadas no país; taxa cresce e chega a 13,6%

Os especialistas ouvidos pelo G1 apontaram o auxílio emergencial pelo alcance e impulso do consumo de grande massa de brasileiros, pois 67,2 milhões de pessoas já foram beneficiadas.

Valor em alta há meses

Levantamento feito pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP) apontou que os produtos alimentares vêm tendo alta há meses, registrando preços recordes no campo. O prato feito do brasileiro, com arroz, feijão e carnes está mais caro desde o início do ano.

Resposta do governo Federal aos produtos da cesta básica

Bolsonaro vem afirmando que está suplicando aos comerciantes para abaixarem os valores do mercado para não ter que tabelar os preços, dizendo que não há chance de desabastecimento no país.




Facebook Comments

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.