Consórcio Nordeste suspende compra de doses da vacina russa Sputnik V

Consórcio Nordeste suspende compra de doses da vacina russa Sputnik V, a decisão foi tomada em razão de impedimentos por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A compra de 37 milhões de doses foi cancelada. O Brasil segue com contratos de imunizantes de outros fabricantes. 

Consórcio Nordeste suspende compra de doses da vacina russa Sputnik V (Foto: Reprodução Google)
Consórcio Nordeste suspende compra de doses da vacina russa Sputnik V (Foto: Reprodução Google)

Por limitações da Anvisa, a vacina russa Sputnik foi suspensa pelo Consórcio Nordeste. O imunizante produzido pelo Instituto Gamaleya, não foi incluído no Plano Nacional de Imunização (PNI). 

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), pontua que as imposições feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi o pivô da suspensão da vacina. 

“Temos vacinas disponíveis, mas impedidas de entrar no Brasil devido uma decisão da Anvisa, que faz uma alteração no padrão de teste, junto com a não-inclusão no Plano Nacional de Imunização, e a falta da licença de importação” afirmou Dias.

A compra de 37 milhões de doses da vacina foi interrompida na última quinta-feira (5), pelo Consórcio Nordeste, que é responsável pelo financiamento das vacinas. 

A decisão foi comentada por vários lideres de governo, como Camilo Santana, governador do Ceará, que pontuou a dificuldade que o país ainda enfrenta com a pandemia da Covid-19. 

“Diante da lentidão do Governo Federal no fornecimento de vacinas para os estados, temos buscado todas as formas da aquisição direta junto aos laboratórios para acelerar a vacinação, principalmente com a ameaça da nova variante Delta”

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Eficácia da vacina Sputnik

Como forma de manter a segurança da população brasileira, a Anvisa exigiu que o fabricante da vacina disponibilizasse documentos que comprovem a segurança e eficácia, contudo, o Instituto Gamaleya, responsável pelo imunizante, não forneceu os dados exigidos.

Agora, a Sputnik V, tem autorização para ser importada em apenas nove estados brasileiros, com limitações e fiscalizações da Anvisa. Todos os lotes que fornecidos deverão ser testados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fiocruz.

Além disso, o Ministério da Saúde, confirma que o Governo Federal não pretende incluir a vacina russa no Plano Nacional de Imunização, e Marcelo Queiroga, responsável pelo ministério, pontua que não existe necessidade de mais uma vacina, visto que, o país possui contratos suficientes para o fornecimento de vacinas eficazes.

Larissa Luna é graduanda em Psicologia pela Faculdade Frassinetti do Recife (FAFIRE) e graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Como universitária, estuda analises de pesquisas feitas a partir de conceitos sociológicos e antropológicos em paralelo com a Psicologia. Atualmente dedica-se a redação do Jornal O Norte.