Depois de 5 meses suspenso, população reclama e pede retorno do metrô em Teresina-PI

Usuários do metrô de Teresina estão reclamando da ausência do transporte, parado desde março, em decorrência da pandemia da Covid-19. As reivindicações foram puxadas pelo retorno de algumas atividades econômicas no Piauí, que desencadeiam maior movimentação de pessoas. A Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) ainda não tem uma definição para o retorno das viagens de metrô.

Depois de 5 meses suspenso, população reclama e pede retorno do metrô em Teresina-PI
Depois de 5 meses suspenso, população reclama e pede retorno do metrô em Teresina-PI. (Imagem: Google)

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) teve o funcionamento suspenso no dia 20 de março, depois da confirmação dos primeiros casos de coronavírus no estado. Inicialmente, a previsão de retorno era para o dia 31 do mesmo mês, mas a suspensão foi prorrogada por diversas vezes. Segundo os usuários, as passagens de ônibus são bem mais caras, por isso o metrô faz muita falta.

Previsão de retorno do metrô em Teresina

De acordo com a diretora da CMTP, Joseane Marques, o serviço só será reaberto quando autoridades de saúde considerarem seguro para usuários e para servidores. Ela afirmou que ainda não há uma data específica, mas que um plano de segurança sanitária já foi criado pensando na volta.

Segundo Joseane, o plano é baseado em protocolos específicos de transporte público. Além disso, todas as medidas da OMS e da Vigilância Sanitária serão adotadas, para que usuários e colaboradores possam retornar às atividades utilizando o meio de transporte com total segurança.

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A CMTP tem registrado ações de vandalismo e furtos em algumas estações. Os locais estão vazios sem a circulação de usuários e funcionários. Uma ação nas redes sociais denuncia os atos. A diretora da CMTP afirmou que já visitou as estações e observou os danos. Para fazer os reparos necessários, o Governo do Estado abriu um processo licitatório.

Um novo decreto foi publicado com protocolos e medidas de prevenção para o controle da disseminação do coronavírus nos setores de alimentação e bebidas em geral e de turismo. Eles estão liberados para o funcionamento a partir de hoje (17). Os empresários precisam seguir regras como distanciamento dos clientes e das mesas, disponibilização de tapetes sanitarizantes, lavatórios e álcool em gel, uso obrigatório de máscaras e orientações para os funcionários.

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Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.