Energia mais cara no Amazonas; tarifa vai sofrer aumento de quase 9%

Se aprovado, reajuste sugerido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entra em vigor em primeiro de novembro. Com a porcentagem proposta, o estado passa, então, a ter a maior tarifa de energia do Brasil.

Energia mais cara no Amazonas; tarifa vai sofrer aumento de quase 9%
Energia mais cara no Amazonas; tarifa vai sofrer aumento de quase 9%. (Fonte:Google)

Ajustes diferentes

Os ajustes não são iguais a todos os usuários da concessionária. Portanto, o reajuste ficou definido:

  • Aos consumidores de baixa tensão, o reajuste é de 8,32%.
  • Para as indústrias é de 8,90%.
  • Para o consumidor médio sofrerá ajuste de 8,50%.

O diretor da empresa Amazonas pontua que em período de pandemia os índices de reajustes não foram tão sentidos. Isso porque: “A Conta-covid contribuiu para amenizar o impacto do reajuste em -10,57%”.

Esse processo, com esses percentuais de ajustes não é definitivo, pois ainda vai passar por uma rodada de consulta pública.

Hoje, a tarifa da Amazonas Energia é a 3ª mais cara do Brasil. No entanto, se o reajuste permanecer com esses números, ela passará a ser a mais cara.

O relator do processo, o diretor Sandoval de Araújo Feitosa, salientou, que o aumento ficaria com percentuais maiores. Contudo, a empresa achou que não era viável.

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Tarifa ajustada pela revisão tarifária extraordinária (RTE)

A RTE tem sido usada como substituta do reajuste tarifário anual. Essa substituição já era prevista em contrato.

A Aneel justifica esse percentual afirmando que ele foi baseado nos custos gerados pela distribuição. Mas, também na avaliação da base de remuneração da concessionária, além de outros gastos.

Privatização da Amazonas Energia

No final de 2018, por meio de leilão, o consórcio formado pela Atem e Oliveira Energia arrematou a, então, empresa mais debilitada da Eletrobras no Norte e Nordeste, a Amazonas.

Já no início de 2019, as empresas do consórcio assumiram o controle da Amazonas Energia.

O aumento agora divulgado é reflexo dessa privatização. Isso porque, no contrato, a solicitação da RTE já era previsa até o ano de 2023.

Essa revisão, em que se pretende manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, é prevista para acontecer a cada cinco anos. No entanto, desde 2013 não ocorria.

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Jamille Pereira Novaes é graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduada em Gestão da Educação pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). Como professora de Língua Portuguesa já atuou no ensino fundamental I e II. Atualmente, trabalha com professora de Língua Portuguesa no ensino técnico e redatora do jornal O Norte.