Governador do Piauí pede PRORROGAÇÃO do estado de calamidade no Brasil

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), realizou uma solicitação ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, para que haja a prorrogação do estado de calamidade pública no país. A informação sobre o protocolo do pedido aconteceu nesta quinta-feira (17) e a principal intenção é para que haja o processo de imunização no Brasil.

Governador do Piauí pede PRORROGAÇÃO do estado de calamidade no Brasil
Governador do Piauí pede PRORROGAÇÃO do estado de calamidade no Brasil (Imagem: Reprodução/Google)

A razão do pedido do parlamentar é devido ao aumento dos números de contaminação pelo vírus e o crescimento no percentual de óbitos. De acordo com o governador, os óbitos no país contabilizam mais de 200 mil e é necessário uma política mais direcionada e protetiva que assista à população.

“O reconhecimento legal da situação da calamidade por até mais 180 dias, prazo em que podemos ter imunização no Brasil, é necessário em razão do crescimento do coronavírus”, justificou o governador do Piauí.

Nesta quarta-feira (16), o Ministério da Saúde anunciou um plano de vacinação nacional e incluiu na proposta a vacina Coronavac. Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, afirmou que a imunização será gratuita e sem exceção de estados.

“Todos os estados serão tratados de forma igualitária, proporcional. Não haverá nenhuma diferença”, garantiu.

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A negociação envolve cerca de 300 milhões de vacinas. O processo de imunização contra o novo coronavírus acontecerá em duas etapas com intervalo de 14 dias para cada uma. Segundo o Governo Federal, será necessária uma assinatura de consentimento para que o cidadão seja imunizado.

O plano de vacinação vai iniciar seguindo a ordem dos grupos prioritários, estabelecidos previamente pelo Ministério da Saúde. No total, 50 milhões de pessoas serão vacinadas inicialmente. Mais de 100 milhões de doses serão necessárias. O valor informado contabiliza perdas com percentual de 5%.

Farão parte dos grupos prioritários nesta fase inicial: idosos, portadores de doenças crônicas, funcionários do sistema prisional, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento.

De acordo com especialistas de saúde, a pandemia só vai acabar por meio do processo de vacinação em massa. Mesmo com recomendações de saúde e segurança, o presidente Jair Bolsonaro parece não gostar de seguir regras.

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Além de ser flagrado muitas vezes sem o uso da máscara de proteção individual ou distanciamento social, por exemplo, o Presidente disse que não vai fazer uso da vacina.

“Eu não vou tomar vacina e ponto final. Minha vida está em risco? O problema é meu”, disse. A declaração foi feita na terça-feira (15).

Outra polêmica envolvendo Bolsonaro aconteceu no dia 10 deste mês, no Rio Grande do Sul.

Me permite falar um pouco do governo, que ainda estamos vivendo o finalzinho de pandemia. O nosso governo, levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhores se saíram na pandemia”, disse o presidente.

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