Justiça do Trabalho anuncia suspensão das aulas no Piauí

A justiça do Trabalho do estado nordestino Piauí, anuncia a suspensão da medida que previa a volta às aulas para os alunos do último ano do ensino médio. Na última segunda-feira (5), o juiz Carlos W. A. Nery da Cruz rejeitou a medida prévia aprovada pela desembargadora Liana Chaib, que realizou a autorização da volta as aulas nas escolas do estado.

Justiça do Trabalho anuncia suspensão das aulas no Piauí
Justiça do Trabalho anuncia suspensão das aulas no Piauí (Foto: Reprodução Google)

O documento autorizava ainda aulas presenciais em cursinhos pré-vestibulares e outras atividades de ensino. A rede de professores esquematizou a suspensão dessa decisão, em razão da falta de recursos para as encontros presenciais em situação pandêmica.

Na quinta-feira (1) passada, o Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar (Sinpro-PI) obteve sucesso após o juiz Roberto Wanderley Braga do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ter suspendido a decisão.

Em entrevista ao site G1, Jurandir Soares que é presidente da organização dos professores, afirma que a classe não é contra o retorno, mas que a testagem profissional deve ser eficaz, os profissionais e estudantes precisam ter garantia de segurança a saúde. Ele pontua também sobre as dificuldades de circulação das pessoas, nos coletivos públicos, o que pode impulsionar ainda mais a disseminação do vírus.

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A desautorização da desembargadora no quesito aulas

O juiz Carlos Wagner Araújo Nery da Cruz, que julgou a decisão da desembargadora, disse em nota “Torno sem efeito a decisão da Exma. Sra. Desembargadora Presidente Liana Chaib, proferida no plantão judiciário do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região”.

Apesar da movimentação feita para impedir a volta ás aulas no Piauí, a desembargadora responsável pela autorização, suspendeu a decisão do juiz Roberto Braga, que indeferia no retorno das aulas.

Agora, a autorização foi retomada e a volta as aulas estão valendo. A juíza explica que a interferência não pode ser justificada pois a Justiça não pode interferir nas ações sanitárias do estado.

O magistrado do responsável pela primeiro documento de interferência e suspensão da ordem da juíza, estabeleceu que o caso deve ser resolvido com a urgência requerida. Os sindicatos e organizações ainda podem recorrer a decisão da desembargadora.

Larissa Luna é graduanda em Psicologia pela Faculdade Frassinetti do Recife (FAFIRE) e graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Como universitária, estuda analises de pesquisas feitas a partir de conceitos sociológicos e antropológicos em paralelo com a Psicologia. Atualmente dedica-se a redação do Jornal O Norte.