Ministro da Educação ignora aumento dos casos da Covid-19 e DEFENDE retorno das aulas presenciais

Mesmo em situação de pandemia pelo qual o país se encontra e aumento dos casos do novo coronavírus em alguns estados, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, declarou que defende o retorno das atividades presenciais nas instituições de ensino. Porém, vale lembrar que a decisão final de volta às aulas depende das autoridades regionais, prefeitos e governadores.

Ministro da Educação ignora aumento dos casos da Covid-19 e DEFENDE retorno das aulas presenciais
Ministro da Educação ignora aumento dos casos da Covid-19 e DEFENDE retorno das aulas presenciais (Imagem: Reprodução / Google)

Em diálogo com o presidente Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro foi incisivo em sua decisão e deu declarações sobre a possibilidade de envio de dinheiro para o retorno das aulas. Durante a conversa, Bolsonaro perguntou mais de uma vez sobre o retorno das atividades presenciais

“Claro que eu defendo, mas isso não depende da gente. Conforme o STF decidiu, isso está na mão de prefeitos e governadores. Vamos tomar todos os cuidados…”, respondeu o ministro.

A afirmação de Milton Ribeiro se dá em virtude da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a autonomia dos prefeitos e governadores quanto às medidas restritivas no combate à Covid-19.

Durante a live, Bolsonaro citou a educação à distância e a dificuldade dos pais e responsáveis cumprirem a carga horária em casa citando um exemplo pessoal, a filha Laura, de 10 anos:

“Olha, todo mundo quer o bem dos nossos filhos. Tenho uma filha de dez anos, estuda aqui em Brasília, está em casa, está tendo educação à distância, a mãe faz cumprir, não tem conversa. Mas grande parte da molecada os pais não tem como cobrar os filhos isso. Estamos perdendo muito na educação, o Brasil perde.”

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Milton Ribeiro afirmou ainda que a defesa de retorno é sustentada com base em protocolos de biossegurança e opiniões de profissionais de saúde. Durante a fala, o Ministro citou que o valor gasto com as normas foi de R$ 80 mil:

“… Inclusive escrevemos protocolos de biosegurança, ouvimos os médicos, para retornar com cuidado, e mandamos para cada escola, isso que é importante, praticamente R$ 80 mil, rateado, algumas mais e outras menos, porque são 117 mil escolas públicas.”

Em outubro, o Ministério da Educação anunciou regras e diretrizes para orientar no processo de volta às aulas. Dentre as principais normas, estão as triagens entre alunos e profissionais, separação das pessoas analisando os grupos de risco e recomendação por nível de contaminação.

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