Prefeito de Campina Grande anuncia volta às aulas para educação infantil

A prefeitura de Campina Grande autorizou o retorno de aulas na educação infantil da rede privada do município, em cursos de idiomas e atividades de reforço escolar. A flexibilização começa a partir de quarta-feira (7). De acordo com a prefeitura, a retomada de atividades presenciais é facultativa e será reavaliada daqui a 21 dias.

Prefeito de Campina Grande anuncia volta às aulas para educação infantil
Prefeito de Campina Grande anuncia volta às aulas para educação infantil. (Imagem: Divulgação Uniube)

Além disso, as instituições precisarão cumprir protocolos sanitários estabelecidas pela Secretaria de Educação. Para o secretário Filipe Reul, a etapa é possível graças à estabilidade dos índices de infectados. O município iniciou a testagem dos profissionais das instituições de ensino que pretendem retornar na última sexta-feira (2).

Protocolos para a volta às aulas em Campina Grande

De acordo com a prefeitura, a decisão foi tomada com base em uma análise da Diretoria de Vigilância em Saúde, que verificou apenas 48 casos positivos de Covid-19 na faixa etária até seis anos. Segundo a pasta, os infectados tiveram apenas sintomas gripais ou alérgicos, sem gravidade.

O município também considerou a estabilidade dos índices da doença e da curva de infectados, além da melhoria das taxas de letalidade. A decisão atendeu a pedidos de algumas instituições, que justificavam a reabertura pelas consequências socioemocionais do público da educação infantil e situação financeira dos estabelecimentos de ensino.

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O Ministério Público mediou a decisão e expediu algumas recomendações às escolas e cursos de idiomas. O documento pede que cumpram as medidas sanitárias, pedagógicas e trabalhistas na retomada de aulas presenciais da educação infantil. Entre as medidas, os estabelecimentos precisam garantir a manutenção do ensino remoto alunos que não participarem da retomada presencial.

A recomendação é direcionada às escolas da rede privada de ensino da educação infantil, que atendem crianças de zero a cinco anos de idade, cursos de idiomas, reforço escolar e congêneres.

Os debates também contaram com a participação de membros do MPPB que atuam na área da saúde e no Centro de Apoio Operacional da Criança, Adolescente e Educação, além dos órgãos oficiais, como secretarias de Saúde e de Educação, Vigilância Sanitária e sindicatos de escolas privadas.

 

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.