Sergipe receberá MAIS de R$ 1 BILHÃO da Petrobras por ESTE motivo

A Petrobras pretende investir US$ 2 bilhões, mais de R$ 1 bilhão, no desenvolvimento da produção em águas profundas em Sergipe. A informação faz parte do plano estratégico que a empresa planeja até 2025 e foi divulgada pelo jornal Valor Econômico. Os investimentos da estatal devem concentrar-se apenas em águas profundas no Nordeste.

Sergipe receberá MAIS de R$ 1 BILHÃO da Petrobras por ESTE motivo
Sergipe receberá MAIS de R$ 1 BILHÃO da Petrobras por ESTE motivo. (Imagem: Reprodução / Google)

O deputado estadual Luciano Pimentel vem atuando para manter investimentos da empresa estatal em terras sergipanas. A primeira plataforma do projeto, prevista inicialmente para 2024, foi retirada do plano e os valores previstos para a região devem ser remanejados para a perfuração de poços e contratações de itens da plataforma.

O diretor executivo de exploração e produção, Carlos Alberto Oliveira, disse que o início das operações ainda está sendo estudado.

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Venda de ativos em Sergipe

Apesar dos investimentos garantidos em águas profundas, a Petrobras já iniciou a venda de sua participação em concessões de campos terrestres de petróleo com instalações integradas, no Sergipe.

O chamado Polo Carmópolis inclui o Polo Atalaia, onde estão o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecermo) e o Oleoduto Bonsucesso-Atalaia, localizados em diversas cidades.

As concessões incluem infraestrutura de processamento, escoamento, armazenamento e transporte de óleo e gás natural. Nos primeiros nove meses deste ano, a produção média foi de, aproximadamente, 10 mil barris de óleo por dia e de 71 mil m³ de gás.

Mesmo assim, a Petrobras contabilizou prejuízo de mais de R$ 1 bilhão no terceiro trimestre, abaixo da expectativa do mercado.

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Os custos de extração de petróleo chegaram a US$ 4,5 por barril de óleo equivalente (boe) no período, o que indica uma queda de 43% em relação ao terceiro trimestre de 2019. De acordo com a empresa, 60% do ganho veio de redução de custos e aumento da eficiência. No pré-sal, o custo de extração foi de US$ 2,3 por boe.

As vendas também fazem parte da meta de reduzir a dívida bruta para menos de R$ 60 bilhões até 2022. A ideia é destravar a nova política de pagamentos de dividendos e juros sob capital próprio, o que pode aumentar a remuneração para valores acima do mínimo legal.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.