Tribunal Superior Eleitoral libera cartilha de segurança para candidatas nestas eleições

As candidatas mulheres a cargos políticos nas eleições deste ano contam agora com um guia de segurança. A cartilha foi lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com o Instagram, e oferece dicas para a proteção a ataques virtuais durante a campanha. A ação é pretende ser mais um incentivo para a participação de mulheres na política brasileira.

Tribunal Superior Eleitoral libera cartilha de segurança para candidatas nestas eleições
Tribunal Superior Eleitoral libera cartilha de segurança para candidatas nestas eleições. (Foto: Reprodução Google)

A responsável pela área de políticas públicas do Instagram para a América Latina, Natália Paiva, explica que o guia foi elaborado para diminuir os obstáculos enfrentados pelas mulheres no cenário político, principalmente os ataques virtuais. Geralmente as mulheres sofrem mais ataques do que os homens, sendo que os mais graves ocorrem contra mulheres negras. Segundo ela, uma pesquisa mostra que mulheres que atuam na política têm três vezes mais chances de receberem mensagens abusivas do que homens.

Conteúdo da cartilha de segurança para eleições

O material tem 16 páginas e é dividido em duas partes. A primeira apresenta informações e dicas para as candidatas manterem a segurança de suas páginas contra ações de hackers, restringindo usuários e denunciando contas e ações à plataforma do Instagram. A segunda parte traz ferramentas interessantes para se conectar com os eleitores.

O guia pode ser acessado no site do TSE e da Agência Brasil. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, defende o equilíbrio entre candidaturas de homens e mulheres na política. Segundo ele, as mulheres são mais de 50% do eleitorado e há um déficit de participação feminina nos cargos políticos. Além disso, as mulheres têm características e singularidades que agregam valor à vida pública.

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O combate a notícias falsas também recebeu investimentos no pleito deste ano. A Polícia Federal adquiriu um software que percorre o caminho das fake news e busca encontrar os responsáveis. O ministro também destacou que a Justiça Eleitoral tem trabalhado para conscientizar a sociedade com campanhas publicitárias e firmou parceria com redes sociais e agências de checagem de notícias para evitar a circulação de informações falsas.

 

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.