Contribuição mensal do INSS vai MUDAR; saiba quanto VOCÊ vai pagar

A partir de fevereiro, contribuintes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sentirão as mudanças na cobrança mensal do imposto devido ao teto dos benefícios pagos pelo Instituto. As faixas de contribuição foram atualizadas após reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), no ano passado.

Contribuição mensal do INSS vai MUDAR; saiba quanto VOCÊ vai pagar (Imagem: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)
Contribuição mensal do INSS vai MUDAR; saiba quanto VOCÊ vai pagar (Imagem: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)

Com o reajuste de 5,45% do INPC, o teto pago a benefícios do INSS também sofreu impacto, passando de R$ 6.101,06 para R$ 6.433,57; mudando, também, a faixa de contribuições feitas pelos empregados com carteira assinada, domésticos e trabalhadores avulsos.

De acordo com o G1, esses novos valores deverão ser recolhidos apenas em fevereiro, pois são relativos aos salários de janeiro.

Quem ganha menos vai contribuir menos para o INSS, e quem ganha mais, vai contribuir mais.

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As alíquotas serão cobradas de forma proporcional ao salário recebido pelo contribuinte, variando entre 7,5% e 14%, correspondendo mínimo nacional e o máximo, no valor de R$ 6.433,57. Conforme tabela abaixo:

            Salário                                                                                   Alíquota
Até um salário mínimo (R$1.100).                                                   7,5%
A partir de R$1.100,01 até R$2.203,45.                                           9%
A partir de R$2.203,49 até R$3.305,22.                                          12%
A partir de R$3.305,23 até R$6.433,57.                                           14%

Os recolhimentos relativos aos salários de dezembro de 2020 e efetuados em janeiro deste ano ainda seguem a tabela anterior.

Veja como ficará o valor da contribuição do INSS

A pedido do G1, o diretor do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário) fez uma simulação de como ficarão as contribuições pagas pelo trabalhadores:

Um trabalhador que ganha R$ 1.500 pagará 7,5% sobre R$ 1.100 (R$ 82,50), mais 9% sobre os R$ 400 que excedem esse valor (R$ 36), totalizando R$ 118,50 de contribuição. Quem ganha R$ 2.000 pagará 7,5% sobre R$ 1.100 (R$ 82,50), mais 9% sobre R$ 900 (R$ 81), totalizando R$ 163,50.

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Já quem ganha R$ 4.500 terá a seguinte contribuição, seguindo as faixas de valores da tabela acima:

  • Paga 7,5% sobre R$ 1.100: R$ 82,50 de contribuição
  • Mais 9% sobre R$ 1.103,48, que é a diferença de R$ 2.203,48 de R$ 1.100: R$ 99,31
  • Mais 12% sobre R$ 1.101,74, que é a diferença de R$ 3.305,22 de R$ 2.203,48: R$ 132,21
  • Mais 14% sobre R$ 1.194,78, que é a diferença de R$ 4.500 de R$ 3.305,22: R$ 167,27
  • Total de contribuição: R$ 481,29

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.