Desemprego: Medo é maior entre jovens e mulheres, revela pesquisa

Nesta quarta-feira (14) o Indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgou que o medo das mulheres e dos jovens quanto ao desemprego é superior ao dos homens. Especialmente os jovens entre 16 e 34 anos são os mais inseguros quanto à falta de emprego.

Desemprego: Medo é maior entre jovens e mulheres, revela pesquisa
Desemprego: Medo é maior entre jovens e mulheres, revela pesquisa (Imagem: Reprodução Carta Capital)

Desemprego

O Indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulga trimestralmente o Índice de Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida. Na sua última edição publicada foi divulgado o resultado da pesquisa feita entre os dias 17 e 20 de setembro, em 127 municípios e contou com 2 mil pessoas entrevistada.

O Índice de medo com desemprego ficou em 62,4 no público feminino contra 46,8 no público masculina, uma diferença de 15, 6 pontos. Não é somente o público feminino que sente medo do desemprego, esse sentimento também é frequente entre os jovens de 16 e 24 anos com 57,9 pontos e os jovens entre 25 e 34 anos com 57,3 pontos. O indicador é maior na região do Nordeste 61,2 pontos e aqueles que recebem até um salário mínimo.

Mesmo com os impactos econômicos da pandemia do coronavírus, o medo do desemprego para a população geral ficou em 55 pontos, comparando com dezembro de 2019 teve uma queda de 1,1 ponto.

“A partir do fim do primeiro trimestre de 2020, as medidas de proteção adotadas no período contribuíram para conter o desemprego e aumentar a segurança no emprego. Possivelmente, a transferência de renda às famílias também contribuiu para esse resultado. Por fim, a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas nos últimos meses tem impactado positivamente a formação de expectativas dos agentes, que, em um primeiro momento, esperavam por uma recuperação econômica mais lenta”, avalia o Indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Satisfação com a vida

O Indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou com o índice da satisfação com a vida cresceu entre dezembro do ano passado e setembro deste ano. A pontuação do ano passado foi de 68,3, já esse ano a pesquisa teve 68,5 pontos.

À medida que o salário aumenta a satisfação com a vida aumenta na mesma dimensão. Aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos, a pontuação é de 72, 8 pontos, agora, quem tem renda de até um salário mínima a pontuação ficou em 65,7.

Mariana Castro é formada em Pedagogia pela Universidade Brás Cubas em Mogi das Cruzes – SP. Atualmente trabalha como professora na rede privada de ensino e dedica-se a redação do Jornal O Norte.