Enem 2020: Ministro da Educação diz que adiamento do exame é desejo da ‘minoria’

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, voltou a negar um novo adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2020). As datas de aplicação das provas já foram adiadas no ano passado, em razão da pandemia do novo coronavírus, e estão marcadas para 17 e 24 de janeiro, na versão impressa.

Enem 2020: Ministro da Educação diz que adiamento do exame é desejo da 'minoria'
Enem 2020: Ministro da Educação diz que adiamento do exame é desejo da ‘minoria’. (Imagem: Isac Nóbrega/ PR)

A versão digital será nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Com a alta de casos de Covid-19, a pressão por um novo adiamento tem sido grande.

Ribeiro, entretanto, garante que todas as medidas de segurança estão sendo tomadas para proteger candidatos e funcionários durante as provas.

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Entidades pedem adiamento do Enem 2020

Segundo o ministro, as expectativas dos estudantes não podem ser quebradas pois “apenas uma minoria quer o adiamento”.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (12), ele também lamentou a morte do general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, responsável pelo Enem, após complicações da Covid-19.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) também defende que o Enem seja novamente adiado. A entidade enviou um pedido ao próprio ministro da Educação, no último domingo (10).

A carta alerta que o aumento da circulação do vírus pode ocasionar uma alta de transmissão a grupos de risco.

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A Justiça Federal em São Paulo negou o pedido da Defensoria Pública da União para adiar as provas do Enem. O órgão informou que vai recorrer da determinação.

Ao todo, 5,78 milhões de candidatos vão participar do exame e serão distribuídos em 14 mil locais de prova e 205 mil salas em todo o país.

A ação da Defensoria também é assinada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e entidades da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro. Mais de 45 entidades científicas também expressam preocupação pela realização do exame.

Para garantir a segurança dos participantes, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai exigir o uso de máscaras e disponibilização álcool em gel nos locais de prova e nas salas, além de outras medidas.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.