Enem 2020: Secretários de Saúde pedem adiamento e Inep se posiciona

Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2020), secretários da saúde e educação dos estados brasileiros têm pedido o adiamento da prova. A justificativa é a ameaça da segunda onda de infecção da Covid-19 no país.

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Enem 2020: Secretários de Saúde pedem adiamento e Inep se posiciona (Imagem: Montagem / Jornal O Norte)

Em nota divulgada nesta terça-feira (12), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) não escondeu a preocupação sobre a realização do  Enem de 2020 durante a pandemia.

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Ao todo são mais de cinco milhões de estudantes que se inscreveram para a prova de 2020 que acontece em dois domingos: (17/01) e (24/01) a versão impressa e nos dias (31/01) e (07/02) a versão digital. 

Ainda de acordo com o Consed, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, garantiu medidas sanitárias evitando assim a propagação do vírus. 

O receio por parte do Conselho é que, com a realização da prova, os casos positivos do novo coronavírus aumentem. 

Algumas cidades já convivem com um novo pico de casos da doença. É o caso do estado do Amazonas que vive uma segunda onda e está com o sistema de saúde em colapso. 

Enem 2020 vetado no AM

A Justiça Federal do Amazoas cancelou a prova no estado após um pedido por parte do vereador Amom Mandel Lins Filho (Podemos) e pelo deputado federal Marcelo Ramos Rodrigues (PL).

Na sentença, o juiz Ricardo Augusto de Sales, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), diz que fere gravemente a ética da dignidade de impor estudantes e profissionais à exposição para riscos de contaminação da Covid-19, enquanto o Poder Público não possui estrutura hospitalar.

Apesar disso, o Exame Nacional se mantém nos demais estados. 

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Resposta do Inep

O presidente do Inep, Alexandre Lopes falou em entrevista ao jornal GLOBO, nesta quarta-feira que não conseguem garantir que em todas as cidades que optarem por cancelar a prova seja refeita em uma nova data. 

“O prefeito que decidir não liberar o Enem corre risco de ter prova cancelada. Não posso garantir a reaplicação em cidades inteiras no dia 24 de fevereiro. A gente só consegue atender situações pontuais”, explicou. 

Segundo o instituto, foram investidos quase R$ 70 milhões para segurança de estudantes e aplicadores de prova e, por isso, o exame deve ser mantido.