Envio da proposta de reforma depende da ‘vontade política’ de Bolsonaro, diz Mourão

Na última quinta-feira (13), o vice-presidente da república Hamilton Mourão comentou sobre a situação de Jair Bolsonaro com relação ao envio da proposta da reforma administrativa e afirmou que o texto está pronto, contudo, o envio necessita apenas da “decisão política” do presidente.

Envio da proposta de reforma administrativa depende da 'vontade política' de Bolsonaro, diz Mourão
Envio da proposta de reforma administrativa depende da ‘vontade política’ de Bolsonaro, diz Mourão (Imagem: Reprodução Google)

“A reforma está pronta, ela está pronta desde o começo do ano. Compete ao presidente, por meio de uma decisão política, remetê-la ao Congresso. Acho que o Congresso está com boa vontade para receber essa reforma e trabalhar nela”, declarou Mourão.

Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que Bolsonaro precisará ser convencido a enviar a proposta de reforma administrativa ao Congresso Nacional.

“A [reforma] administrativa, o governo tem uma proposta pronta. Vamos tentar convencer o presidente de que ele pode enviar, que ele vai enviar e que não vamos ter desgaste, vamos ter apoio da sociedade”, afirmou Maia.

A promessa de Jair Bolsonaro no início do ano, no entanto, era de que a proposta seria entregue em fevereiro. Entretanto, o texto só deve ser enviado ao Legislativo no ano que vem. 

Em reunião com ministros, parlamentares e com Rodrigo Maia na última quarta-feira (12), o presidente da república defendeu o teto de gastos e as reformas.

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Logo após o encontro, Maia se pronunciou, ao lado de Bolsonaro, e disse que a Câmara está preparada para discutir a reforma administrativa.

Reforma administrativa terá apoio da ‘grande maioria’

De acordo com Rodrigo Maia, a proposta pode gerar polêmica, todavia, a Câmara dos Deputados irá defendê-la junto do governo bem como dividir um eventual encargo político com o Palácio do Planalto.

“A proposta da reforma administrativa está pronta. Ele vai ter apoio de grande maioria da Câmara, de forma transparente, defendendo, dividindo com ele qualquer tipo de preocupação de ônus em relação ao envio dessa matéria, que gera polêmica”, afirmou Maia.

Rodrigo Maia ainda afirmou que a proposta será aplicada somente aos novos servidores, nesse sentido, não altera a situação dos atuais.

“A vantagem dela é que, como não está atingindo o passado, acho que não vamos ter esse conflito com os atuais servidores”, disse.

“O que não podemos é ter uma máquina que custa o que ela custa, onde o salário médio dos servidores federais hoje é o dobro dos seus equivalentes no setor privado. Há uma distorção, uma concentração do orçamento público na mão de uma elite do serviço público dos três poderes e isso precisa modificar”, completou.

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