Governo estuda proposta para aumento no valor do Bolsa Família

A proposta da lei orçamentária para 2021 enviada pelo Governo ao Congresso Nacional propõe um aumento de 18,22% nos recursos para o Bolsa Família. Em valores, o adicional representa mais R$ 5,37 bilhões, chegando a uma dotação de R$ 34,858 bilhões para o programa no ano que vem. O secretário de Orçamento Federal, George Soares, disse que há a previsão de aumento no número de famílias beneficiadas.

Governo estuda proposta para aumento no valor do Bolsa Família
Governo estuda proposta para aumento no valor do Bolsa Família. (Imagem: Google)

A estimativa é que 15,2 milhões recebam a renda em 2021. Neste ano, são 13,2 milhões de cadastros. A proposta de aumento nos gastos do Bolsa Família contempla o contexto de pandemia, que tem levado a economia brasileira à recessão. O governo tem apostado no auxílio emergencial para combater os efeitos nas camadas mais pobres. O orçamento total do programa passa de R$ 260 bilhões.

Bolsa Família ou Renda Brasil

A previsão de mais recursos para o Bolsa Família ocorre num momento de incertezas para o programa, com a proposta de criação do Renda Brasil. Com a iniciativa, o governo pretende incorporar 10 milhões de pessoas a mais. Porém, para absorver este contingente, analistas estimam que será necessário cortar despesas em programas sociais ou outras ações.

O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, destacou que a proposta orçamentária de 2021 ainda não contempla nenhum novo programa de assistência social. Segundo ele, se o Renda Brasil for colocado em prática e funcionar poderá absorver o orçamento previsto para o Bolsa Família. O projeto inicial do governo gira em torno de uma parcela de R$ 300 aos beneficiários.

Leia mais: Após novo valor do auxílio, presidente estabelece planos para o início do Renda Brasil.

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou em tirar recursos de outros programas para custear o Renda Brasil. Inicialmente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia sinalizado que a extinção de alguns programas seria necessária.

O presidente disse que não pode tirar o abono salarial, por exemplo, de 12 milhões de pessoas que recebem até dois salários mínimos. Para driblar o problema, o governo propôs ao Congresso Nacional disparar os gatilhos do teto de gastos e cortar jornada e salário de servidor público, mas as propostas não foram levadas adiante.

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Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.