Inscrições do Bolsa Família sobem mais de 50% no RN

Em 2005, o número de beneficiários do programa social Bolsa Família no Rio Grande do Norte eram de 240.820 famílias, hoje já são 363.660 famílias inclusas no programa. Em 15 anos o número de famílias inscritas no Bolsa Família cresceu 51%.

Inscrições do Bolsa Família sobem mais de 50% no RN
Inscrições do Bolsa Família sobem mais de 50% no RN (Fonte:Reprodução Google)

Valor pago aos beneficiários do Bolsa Família

A quantidade de famílias beneficiárias no bolsa família equivale a 30% da população do Rio Grande do Norte, mas ainda assim há 42.031 famílias na lista de espera todas com perfil de pobreza e extrema pobreza.

Conforme os dados do Ministério do Desenvolvimento Social confirmados pela Secretaria de Estado e Trabalho e da Assistência Social (Sethas/RN). Em agosto, foi transferido um valor de R$ 69.126.242,00 para as famílias inscritas no bolsa família em todo o estado, com um valor mensal de R$ 190, 19 por família.

Esse é o valor habitual que as famílias recebem e que são a sua única fonte de renda. Com o auxílio-emergencial concedido pelo governo para combater os danos econômicos causado pela pandemia do coronavírus, esse valor subiu para R$ 600.

O valor depositado mensalmente aos beneficiários do bolsa família variam de acordo com o perfil de cada uma. Isto é, a quantidade de membros na família, o número de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes. E as famílias precisam atender alguns requisitos básicos que são acompanhados pelos programas da área da educação, saúde e assistência social.

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Cobertura defasada

Com base nos dados do Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a cobertura do bolsa família no Rio Grande do Norte é de 118% relacionados às famílias pobres do estado, ou seja, desde 2010 a cobertura encontra-se defasada.

A subcoordenadora da vigilância socioassistencial de Sethas Edvânia Freitas de Lima, explicou que ainda há uma quantidade considerável de famílias no Cadastro Único de Programas do Governo Federal (CadÚnico) esperando para receber o bolsa família e essa quantidade aumentou durante a pandemia.

No CadÚnico há 354.881 famílias extremamente pobres ou consideradas pobres. Além da margem de pobreza apontada pelo Censo, a disponibilidade do recurso para o programa é um dos motivos que acaba gerando fila de espera.

A subcoordenadora ressaltou que nos últimos o governo cancelou e bloqueou o benefício de muitas famílias, pela mudança de renda no perfil, descumprimento das condicionalidades ou erros no cadastro. “ Isso gera bloqueios, suspensão e até devolução do que foi pago, mas o Governo Federal está enviando as informações sobre essas inconsistências de forma atrasada para a gente, por isso há informações desencontradas”, explicou a  subcoordenadora.

 

Mariana Castro é formada em Pedagogia pela Universidade Brás Cubas em Mogi das Cruzes – SP. Atualmente trabalha como professora na rede privada de ensino e dedica-se a redação do Jornal O Norte.