Volta às aulas no Paraná: Tire suas dúvidas sobre o ano letivo 2021

O retorno às aulas na rede estadual de ensino do Paraná está marcado para 18 de fevereiro. A Secretaria de Educação e do Esporte (Seed) informou que vai adotar um modelo híbrido, com aulas remotas e presenciais. O estado ainda enfrenta uma alta no número de casos e mortes da Covid-19.

Volta às aulas no Paraná: Tire suas dúvidas sobre o ano letivo 2021
Volta às aulas no Paraná: Tire suas dúvidas sobre o ano letivo 2021. (Imagem: Reprodução Jovem Pan)

De acordo com a pasta, a ocupação máxima por sala deverá ser calculada de acordo com o espaço e o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os estudantes precisará ser respeitado.

A prioridade para acompanhar as aulas presenciais será dos alunos que não têm acesso à tecnologia em casa.

Educação do Paraná tira dúvidas sobre aulas

A Secretaria informou que os alunos que ficarem em casa poderão buscar as atividades impressas nas escolas, assim como foi feito em 2020. As aulas serão transmitidas pelo Aula Paraná na televisão aberta, aplicativo e Google Classroom.

Em relação aos protocolos de segurança, as escolas seguirão as medidas da Secretaria Estadual de Saúde.

A determinação estabelece o uso de álcool em gel e da máscara, além de medição de temperatura de todos os alunos e funcionários na entrada das escolas e distanciamento social.

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A pasta da Educação já informou a compra de R$ 5,96 milhões em materiais de proteção para os mais de 2 mil colégios da rede estadual.

Entre os itens adquiridos estão 6,9 mil termômetros e 2,1 milhões de máscaras de tecido que serão entregues aos estudantes, sendo duas para cada.

Alguns cuidados especiais estão previstos para aulas de Educação Física, por exemplo. Horários de entrada e saída e intervalo serão redefinidos e intercalados, para evitar a aglomeração de pessoas e a circulação de estudantes em áreas comuns e nos arredores das instituições.

Os profissionais da educação fazem parte dos grupos prioritários para a vacina, segundo o Plano Estadual de Vacinação, mas ainda não há data para aplicação das primeiras doses.

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Contrários à volta às aulas, professores e funcionários anunciaram greve geral da categoria, a partir de 18 de fevereiro.

A aprovação da paralisação ocorreu no último sábado (23), em assembleia da APP-Sindicato, que representa a categoria. O evento foi realizado de forma on-line e reuniu cerca de 1.100 trabalhadores da área.

Mônica Chagas Ferreira é mestranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Como pesquisadora, estuda Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana, contemplando relações de saber, poder e política presentes na mídia. Enquanto jornalista, já atuou em rádios e veículos impressos. Atualmente trabalha como assessora de comunicação e redatora do Jornal O Norte.