Bolsonaro faz NOVA declaração sobre prorrogação do auxílio emergencial em 2021

Nesta quarta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enfatizou que o auxílio emergencial não será prorrogado em 2021. A declaração foi dada durante passeio pela Praia Grande, em São Paulo, onde também foi provocada aglomeração. Bolsonaro também criticou os governadores pelas decisões sanitárias contra a Covid-19 nas festas de fim de ano.

Bolsonaro faz NOVA declaração sobre prorrogação do auxílio emergencial em 2021 (Imagem: Jorge William/Agência O Globo)
Bolsonaro faz NOVA declaração sobre prorrogação do auxílio emergencial em 2021 (Imagem: Jorge William/Agência O Globo)

Nos pouco mais de 30 minutos em que ficou na praia, o presidente da República falou sobre o auxílio emergencial não ter continuidade no próximo ano, minimizou a pandemia, criticou os governantes estaduais que vêm adotando medidas sanitárias contra a crescente onda de casos do novo coronavírus no país – sem base científica – e, ainda, publicou as falas sobre ineficiência do isolamento social nas redes sociais.

Sobre o auxílio emergencial, Bolsonaro afirmou que o país chegou ao limite por se endividar com o programa de benefício concedido à população trabalhadora autônoma durante o ano.

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“Sei que muitos cobram, querem coisa melhor e alguns esquecem até que estamos terminando um ano atípico, onde nós nos endividamos em R$ 700 bilhões para conter a pandemia, [para] dar o auxílio emergencial para quem perdeu tudo. Os informais, em grande parte, perderam tudo, a renda foi a zero. Querem que a gente renove [o auxílio emergencial], mas a nossa capacidade de endividamento chegou ao limite”, disse o presidente a uma pessoa de sua comitiva, que gravou a declaração e divulgou no Facebook de Bolsonaro.

Críticas sem base científica ao isolamento social

Mesmo com registros acumulados de mais de 7,5 milhões de casos de covid-19 e 192,7 mil mortes no país até esta quarta (30), Bolsonaro voltou a criticar as ações que vêm sendo adotadas pelos chefes dos executivos estaduais na tentativa de frear as contaminações pela Covid-19.

“Não deu certo, seis meses de lockdown não deu certo e essa política não pode continuar sendo dessa forma. O povo está aqui na praia. Nem vou falar que tem aglomeração. Como eu disse no começo, nós temos que enfrentar, tomar conta dos mais idosos, quem tem comorbidade. Toca a vida. E economia tem que andar de mão dada com a vida”, declarou o presidente.

O presidente já havia ignorado o aumento do número de casos de contaminação do novo coronavírus em discurso no começo do mês de dezembro, durante inauguração de uma obra pública no sul do Brasil. O posicionamento do chefe do executivo vem de encontro com o crescente número de internações e óbitos em todos os cantos do país. 

Jornalista graduada pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação). Foi repórter do site MigraMundo e Startupi, atuou na comunicação de ONG e em assessoria de imprensa. Atualmente trabalha como jornalista freelancer e redatora do Jornal O Norte.